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Juros longos fecham em forte alta com aumento de aversão ao risco no exterior

Os juros futuros dispararam nos trechos médio e longo da curva a termo nesta terça-feira, 13, em linha com o movimento visto nas taxas do mundo todo e com o avanço do dólar ante as demais moedas. O pano de fundo para o estresse nos ativos foram os temores em relação à política monetária dos países centrais, previsões pessimistas da Agência Internacional de Energia (AIE) que derrubaram os preços do petróleo e, em menor magnitude, receio com a corrida presidencial norte-americana após a confirmação de que a candidata democrata Hillary Clinton está com pneumonia.

Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 (232.100 contratos) fechou a 12,68%, de 12,55% no último ajuste. O DI janeiro de 2019 (324.840 contratos) subiu de 11,99% para 12,17%. O DI janeiro de 2021 (307.460 contratos) terminou em 12,26%, de 11,98% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2023 (59.410 contratos) saltou de 12,16% para 12,44%.

As taxas já operavam em alta durante a manhã, na esteira da repercussão negativa do relatório mensal da AIE, que reduziu hoje suas previsões de demanda global por petróleo neste e no próximo ano, devido ao que classificou de demanda "cambaleante" da Ásia. Ajudou a imprimir pressão também o leilão de NTN-B do Tesouro, que vendeu um total 1.139.300 de títulos, no valor de R$ 3,4 bilhões. À tarde, os juros passaram a renovar máximas, acompanhando a piora generalizada dos mercados aqui e no exterior, que não teve, contudo, um catalisador.

Na segunda etapa, segundo profissionais da área de renda fixa, cresceram os temores de que o poder de fogo dos principais BCs para lidar com a fragilidade das economias está se esgotando, depois que o Banco Central Europeu, após a reunião de política monetária da semana passada, não ter dito nada sobre ampliar o programa de recompra de ativos. Essa frustração acendeu um alerta sobre a postura do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), que tem reunião de política monetária no próximo dia 20. Além disso, nos EUA, o Federal Reserve vem sinalizando sobre a possibilidade de apertar sua política monetária ainda este ano, embora o mercado considere pequenas as chances de isso ocorrer no encontro da próxima semana.

Pesou ainda na deterioração do mercado de juros à tarde a reação negativa do segmento de Treasuries à fraca demanda registrada em um leilão de T-bonds de 30 anos, com ampliação da alta dos juros dos papéis. A taxa da T-Note de dez anos chegou a 1,747% na máxima, ante 1,699% no final da tarde de ontem.