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Juros: taxas longas fecham com queda moderada e curtas terminam estáveis

Os juros futuros fecharam em queda moderada na ponta longa, mas em sessão de volume extremamente fraco. O movimento foi atribuído ao cenário externo favorável, à queda do dólar e à manutenção da confiança nas medidas econômicas, após encontro dos analistas com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta manhã. Os contratos de médio e curto prazos, após reagirem em alta a informações da pesquisa Focus, fecharam estáveis.

Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (12.905 contratos) fechou estável em 13,965%. O DI janeiro de 2018 (42.035 contratos) também terminou estável em 12,65%. O DI janeiro de 2021 (52.405 contratos) passou de 11,89% para 11,86%.

Os dados do Boletim Focus pautaram a abertura dos negócios, colocando as taxas em alta, dada a leitura de que um corte da Selic ainda este ano é menos provável. A mediana das projeções para o IPCA de 2016 subiu de 7,20% para 7,31%, enquanto a mediana das estimativas para 2017, que vinha caindo há várias semanas, ficou estável em 5,14%. Além disso, a mediana das previsões para a Selic no final deste ano avançou de 13,50% para 13,75%.

Ainda pela manhã, o avanço perdeu força nos contratos de curto prazo enquanto os longos renovaram mínimas na medida em que o dólar também atingia os níveis mais baixos da sessão. A trajetória da moeda esteve em linha com o exterior, onde o petróleo apurava ganhos firmes, dada a aposta de que haverá um acordo de produtores sobre corte na produção.

Além disso, repercutiu positivamente o encontro de Meirelles com analistas, no qual reafirmou que "o ajuste fiscal está em andamento e caminha bem". Reiterou ainda que a reestruturação da dívida dos Estados com a União foi aprovada (pela Câmara) integralmente nos termos em que foi negociada com os Estados. "O ajuste fiscal dos Estados, que é o teto de gasto, foi aprovado integralmente", reafirmou.

No fim da tarde, as taxas longas reduziram o recuo, em linha com o dólar que também desacelerava a queda. Às 16h38, a moeda à vista era negociada a R$ 3,1814 (-0,10%).