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Keiper corta 724 vagas após perder contrato com a Volkswagen

A Keiper, fabricante de autopeças do Grupo Prevent, informou ontem ter demitido nos últimos dias 724 funcionários, mas os cortes podem chegar a 900 até o fim do mês. Segundo a empresa, o motivo foi a rescisão do contrato de fornecimento por parte da Volkswagen, anunciada no mês passado.

Os cortes foram feitos em unidades do grupo em Mauá, Araçariguama, São Paulo e Ribeirão Pires, todas no Estado de São Paulo. "A Keiper lamenta que a Volkswagen tenha provocado esta situação justamente quando o setor automotivo precisa de estimulo para se recuperar das vendas que estão em queda em todo o Brasil", diz, em nota, Marino Mantovani, presidente do grupo Keiper no Brasil.

A empresa alega que 85% do seu faturamento vinha do fornecimento de estruturas de bancos às unidades da Volkswagen, para as quais era fornecedora exclusiva. Diz ainda que o desentendimento começou quando o grupo pediu reajustes nos valores dos contratos, que estariam defasados em mais de 20%.

A Keiper também afirma que a Volkswagen suspendeu unilateralmente o contrato de fornecimento e retirou seu ferramental das fábricas de Mauá e Araçariguama. "Além disso, numa demonstração de abuso econômico, está retendo o pagamento de mais de R$ 6 milhões devidos à Keiper."

Também em nota, a Volkswagen informa que "rescindir os contratos e recorrer à Justiça para reaver os ferramentais de sua propriedade foi a última alternativa após o descumprimento de 11 acordos comerciais estabelecidos com o grupo desde março de 2015, quando tiveram início as interrupções de fornecimento que geraram a perda de produção de cerca 150 mil veículos em mais de 160 dias de paralisação nas fábricas da empresa."

Atualmente, a maioria dos 18 mil funcionários da Volkswagen no País está em férias coletivas à espera do início de operações de novos fornecedores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.