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Lançamento de imóveis cai 8,6% nos 3 meses até fevereiro, dizem Fipe e Abrainc

Os lançamentos de imóveis somaram 16.752 unidades entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, queda de 8,6% na relação anual, de acordo com estudo divulgado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em conjunto com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Considerando os valores acumulados nos dois primeiros meses deste ano, foram lançadas 4.638 unidades, alta de 11,0% ante o mesmo período em 2015. Os Indicadores Abrainc-Fipe são elaborados pela Fipe com informações de empresas associadas à Abrainc que atuam em todo o País.

As unidades vendidas no período de três meses até fevereiro atingiram 22.362, recuo de 18,9% na comparação anual. No acumulado do ano de 2016, as vendas do setor somaram 12.656 unidades, queda de 17,0%.

O diretor da Abrainc, Luiz Fernando Moura, afirma que o fato de as vendas serem maiores que os lançamentos é positivo. "A situação econômica atual em decorrência da situação política não garante muita confiança de tomar decisões de longo prazo", diz.

O estudo também mostrou que foram entregues 16.771 unidades no acumulado do ano até fevereiro, queda de 14,6% na relação anual. Nos três meses encerrados em fevereiro, as entregas totalizaram 30.313 unidades, diminuição de 27,2%.

No fim de fevereiro, o mercado tinha 111.331 unidades para venda. Nos três meses, foi vendido o equivalente a 18,0% a oferta do período, queda de 4,3 ponto porcentual face ao observado no trimestre encerrado em fevereiro de 2015. Ao ritmo do trimestre terminado em fevereiro, seriam necessários 16,6 meses para vender toda a oferta atual, frente a 15,5 meses nos três meses até janeiro.

Distratos

Os cancelamentos de vendas, conhecidos como distratos, somaram 5.305 unidades no acumulado do ano de 2016 até fevereiro, número 21,7% inferior ao volume observado em igual período de 2015, de acordo o estudo divulgado pela Abrainc, em conjunto com a Fipe. Entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, foram distratadas 11.005 unidades, aumento de 5,1% frente ao número absoluto de distratos no mesmo trimestre do ano anterior.

O diretor da Abrainc diz que os distratos caíram por alguns motivos, entre eles a redução na quantidade de lançamentos e de entregas. "Caiu também por causa do maior cuidado que as empresas estão tendo na avaliação dos compradores", afirma Moura.

Quando considerados os distratos como proporção das vendas por safra de lançamento, a taxa de cancelamento das unidades vendidas no primeiro trimestre de 2014 apresenta o índice mais elevado da série histórica: 16,1%. Para os indicadores de volume absoluto de distratos e relativo sobre safra de lançamento, foram analisados dados de 19 empresas.