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Leilão de venda de participação da OAS na Invepar será no dia 14 de março


O leilão para venda da fatia de aproximadamente 24,44% do capital social da Invepar que pertence à OAS, em recuperação judicial, foi marcado para o dia março, conforme edital de oferta pública publicado nesta quarta-feira, 10

O preço mínimo previsto no edital para aquisição de tal participação, que corresponde a cerca de 35,76 milhões de ações ordinárias e 69,12 milhões de ações preferenciais, é de R$ 1,35 bilhão, em dinheiro e parcela única. Os credores poderão ficar com a participação, conforme previsto no plano de recuperação, utilizando créditos ou direitos como forma de pagamento.

A gestora canadense Brookfield, assim como qualquer de suas filiadas, não poderá mais cobrir a melhor oferta, diz ainda o edital. A Brookfield voltou atrás de proposta vinculante de compra da participação no início de fevereiro, após os fundos Previ, Petros e Funcef, que detêm o restante da participação na Invepar, se recusarem a mudar o acordo de acionistas, o que limitaria a tomada de decisões na empresa pela Brookfield.

O leilão estava previsto no plano de recuperação judicial das companhias do grupo OAS aprovado em assembleia de credores em 17 de dezembro e homologado pelo juiz Daniel Carnio Costa, em 27 de janeiro.

A dívida da OAS beirava os R$ 11 bilhões no fim do ano passado. Os detentores de bônus da companhia são os maiores credores, com cerca de R$ 8 bilhões. Além dos bondholders, 15% da dívida da OAS estão com bancos e os 25% restantes estão dividido entre fundos de investimento locais, debêntures e agências de fomento.

Criada no ano 2000, a Invepar é uma empresa que detém participações em 12 concessionárias que administram rodovias, aeroportos e ativos de mobilidade urbana. Além de ser acionista da Invepar, a OAS foi contratada pela empresa para executar algumas de suas obras, como a construção do terminal 3 do aeroporto de Guarulhos (SP), inaugurado em maio de 2014.

Citado na operação Lava Jato, o Grupo OAS apresentou em 31 de março pedido de Recuperação Judicial de nove de suas empresas à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, solicitação que foi acatada pela Justiça no dia seguinte (1º de abril).