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Maioria das bolsas europeias fecha em queda com dados dos EUA

As bolsas europeias fecharam em baixa nesta terça-feira, 6, com exceção de Frankfurt. Elas foram pressionadas por um indicador de serviços dos EUA que recuou acentuadamente e apontou para fraqueza econômica daquele país.

A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,78%, Paris perdeu 0,24% e Milão caiu 0,80%. No mesmo sentido, a Bolsa de Madri terminou em baixa de 0,60% e Lisboa retraiu 0,78%. Por outro lado, a Bolsa de Frankfurt subiu 0,14%, em meio uma série de propostas de fusões e aquisições.

O índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços dos EUA elaborado pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM) caiu a 51,4 em agosto, de 55,5 em julho. Antes disso, o mercado já digeria o PMI de serviços divulgado pela Markit, que diminuiu de 51,4 em julho para 51,0 na leitura final de agosto.

Além disso, houve retração do índice de tendência de emprego dos EUA de 128,44 para 128,02 na comparação mensal da leitura de julho. Os PMIs mostraram uma desaceleração no setor de serviços, grande responsável pela geração de empregos nos EUA, o que disseminou dúvidas quanto ao mercado de trabalho do país.

Logo após a divulgação do ISM, as preocupações com a economia americana se disseminaram, levando Wall Street ao território negativo e, consequentemente, as bolsas europeias. A queda de mais de 1% do petróleo em Londres também ajudou a pesar nos negócios.

Mais cedo, os índices subiam majoritariamente, com o mercado de olho na reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira. Embora não se espere o anúncio de mais estímulos ou novidades na reunião deste mês, analistas destacam que, como o programa de compra de títulos (QE, na sigla em inglês) do banco central está previsto para terminar em março de 2017, seria necessário iniciar a redução das compras. Como até o momento isso não aconteceu, há a expectativa de que ele se estenda por mais tempo - algo que o mercado espera que seja anunciado ainda neste ano.

Em Londres, os maiores destaques de queda foram os bancos. As ações do Standard Chartered tiveram queda de quase 3%, enquanto as do Barclays caíram por volta de 2%. A bolsa londrina foi prejudicada também pela alta da libra ante o dólar, que operou com força durante toda a manhã e pressionou as empresas exportadoras. No setor petrolífero, as mais penalizadas foram a BP e Royal Dutch Shell, com retração de mais de 1,5%.

As empresas do setor financeiro também pesaram em Paris. Entre as maiores quedas, as ações do Société Generale caíram 2%. Já os papéis da Airbus avançaram 1%, após um aumento dos contratos de compra assinados pelo Vietnã.

Na contramão, a Bolsa de Frankfurt foi a única que conseguiu terminar em alta. O índice DAX foi beneficiado com uma série de propostas de fusões e aquisições. A farmacêutica alemã Bayer aumentou a oferta para a aquisição da norte-americana Monsanto de US$ 125 por ação para US$ 127, o que vai criar uma gigante mundial de sementes e fertilizantes. A operação deve superar os US$ 65 bilhões. A Bayer terminou alta de 1,8%.

Além disso, a Volkswagen anunciou nesta terça um acordo para comprar uma fatia de 16,6% na fabricante de caminhões Navistar International Corp., ampliando sua presença nos EUA. Na segunda, o The Wall Street Journal havia antecipado a transação em matéria que citava fontes com conhecimento do assunto. O papel da empresa subiu 0,20%.

Ainda nos negócios, a General Eletric divulgou a compra de duas companhias europeias - a Arcam e a SLM Solutions - de impressão em terceira dimensão por US$ 1,4 bilhão. Com isso, as ações da SLM Solutions fecharam com avanço de 38% e as da Arcam avançaram +52%, ambas negociadas em Frankfurt. Com Informações da Dow Jones Newswires