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Manutenção da Selic afeta confiança para consumo e investimento, diz Apas

Apesar de o mercado já trabalhar com a hipótese de o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a taxa Selic em 14,25%, a decisão tem efeito sobre a confiança para investimentos e o consumo, na avaliação da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Para a entidade que representa os supermercadistas, na última reunião de Alexandre Tombini como presidente do Banco Central, o Brasil "perdeu uma grande oportunidade para reduzir a taxa de juros e sinalizar positivamente para o mercado a busca pela retomada do crescimento econômico".

Em nota, o gerente de Economia e Pesquisa da Apas, Rodrigo Mariano, avalia porém que há oportunidade para redução dos juros pela frente. Entre os fatores que justificam a expectativa para queda na taxa estão um recuo maior do que o esperado no mercado de trabalho e uma inflação que, apesar dos dados de maio, ainda é vista em tendência de queda.

Para ele, a inflação persiste sobretudo em segmentos que não possuem grande influência da taxa de juros, fora do setor supermercadista.

A expectativa da entidade é de que haja ligeira redução da taxa básica de juro a partir do segundo semestre, encerrando o ano de 2016 em 13,5% ao ano. Ainda assim, não é esperado um impacto imediato no consumo. "O impacto da alta da taxa de juros ainda possui em efeito que deverá se propagar na economia ao longo dos próximos meses", afirma o economista.