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Membro do BoE diz que mais relaxamento monetário pode vir nos próximos meses

Ian McCafferty, membro do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), disse nesta terça-feira em um artigo no jornal "The Times" que novos cortes nas taxas de juros do país podem ser necessários nos próximos meses se a economia desacelerar o tanto quanto as autoridades britânicas estão prevendo.

De acordo com McCafferty, o BoE pode cortar a sua taxa de juro de referência mais próximo a zero e expandir seu programa de compra de títulos para dar um estímulo adicional se necessário.

"Se a economia mostrar que passou a se contrair em linha com os sinais iniciais, eu acredito que mais relaxamento seja necessário", disse McCafferty.

As observações de McCafferty são notáveis porque ele foi um dos três dissidentes a elevar o programa de compra de títulos do governo na semana passada.

Na quinta-feira passada, o banco central decidiu cortar a taxa de juros de referência de 0,50% para 0,25%, pela primeira vez em sete anos, e anunciou aumento da compra de títulos do governo e início de compra de títulos corporativos para reduzir as taxas de juro de longo prazo e facilitar as condições de financiamento das famílias e empresas.

McCafferty explicou que ele se opôs a mais compras de títulos do governo neste momento porque ainda existem poucos dados disponíveis para uma avaliação econômica mais precisa desde a votação que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia, no dia 23 de junho. Segundo ele, uma série de pesquisas mostrou um retrato pessimista da economia no rescaldo da votação, o que já era esperado diante das incertezas, mas que até o final deste mês, dados mais consistentes serão conhecidos e será possível fazer uma avaliação melhor.

"Até termos certeza do que estamos enfrentando, eu prefiro pensar em o que fazer a fornecer mais estímulos e usar a nossa munição com cautela", disse McCafferty. Por outro lado, ele disse ter apoiado o lançamento do programa de compra de títulos corporativos porque ele tem visto cada vez mais empresas buscando financiamentos. Fonte: Dow Jones Newswires.