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Mercado de fidelização deve voltar a crescer entre final do ano e começo de 2017

O mercado de fidelização espera uma retomada do crescimento do acúmulo de pontos ou milhas bem como de resgate de benefícios entre o quarto trimestre deste ano e o primeiro trimestre de 2017. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF), Roberto Medeiros, a retomada estará atrelada ao atual patamar de câmbio, com o dólar mais acomodado em cerca de R$ 3,20, depois de bater os R$ 4 no início do ano.

"Os pontos ou milhas são contados com o valor da fatura em real dividido pelo câmbio. Com o câmbio a R$ 4, gera-se menos pontos", lembrou o executivo, acrescentando que normalmente se leva até dois trimestres entre o pagamento das compras no cartão de crédito, principal origem dos acúmulos nos programas, e a transferência para os programas de fidelidade.

A retomada virá depois de o setor ter registrado queda de 1% no acúmulo e de 4,5% nos resgates, no segundo trimestre, na comparação com o primeiro trimestre. "As pessoas já estão acumulando mais, só não transferiram porque muitos bancos têm limite mínimo para transferência. Além disso, estão esperando as promoções que as empresas costumam fazer, no mês de aniversario, na Black week, para transferir com bônus", disse.

A expectativa positiva do setor está relacionada ao fato de que o segmento trabalha com a perspectiva de que o dólar ficará no patamar de R$ 3,20 até o fim do ano e que a confiança do consumidor deve melhorar, na medida em que a taxa de desemprego se estabilizar. "Quando o desemprego parar de crescer, as pessoas voltam a consumir", disse Medeiros.

O executivo acrescentou que o avanço do conhecimento do público a respeito dos programas de fidelidade e o maior engajamento na rede de coalizão também ajudam a contrabalançar a queda de geração de pontos e milhas com as compras no cartão de crédito.

Considerando as cinco empresas associadas da ABEMF (Dotz, Grupo LTM, Multiplus, Netpoints e Smiles), o número de cadastros nos programas somava 74,6 milhões ao final de junho, o que corresponde a um crescimento de 17,5% em 12 meses. Segundo Medeiros, a estimativa é de que entre 8% e 10% da população participe de programas de fidelidade, bem abaixo dos 40% verificados em outros países. "Podemos multiplicar esse valor, em dez anos poderíamos chegar nesse patamar", estimou.