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Meta fiscal, IPCA e dólar em queda agradam e juros futuros fecham em baixa

As previsões do governo para o cenário fiscal em 2017, o IPCA de junho, o dólar em queda e o apetite pelo risco visto no exterior resultaram em recuo nas taxas de juros futuros na BM&FBovespa nesta sexta-feira, 8. O declínio foi intenso nos contratos de longo prazo, mais sensíveis ao noticiário fiscal, dada a surpresa positiva com o anúncio do governo de que o limite para o déficit fiscal de 2017 será de R$ 139 bilhões para o Governo Central, quando o mercado trabalhava com a expectativa de um valor negativo, na melhor das hipóteses, de R$ 150 bilhões.

Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 tinha taxa de 13,885%, de 13,905% no ajuste de ontem, com 149.620 contratos. O DI janeiro de 2018 (154.670 contratos) fechou em 12,69%, de 12,78% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 (181.690 contratos) caiu de 12,37% para 12,19%. O DI janeiro de 2021 (136.380 contratos) encerrou em 12,05%, de 12,26%.

Além do número fiscal para o ano que vem não ter sido tão ruim quanto o mercado esperava, o IPCA de junho, de 0,35%, ante 0,78% em maio, ficou abaixo da mediana das estimativas dos analistas, de 0,37%, segundo pesquisa do Broadcast Projeções. No câmbio, o dólar mostrou queda de mais de 2% ante o real durante boa parte da sessão, cotado abaixo de R$ 3,30, o que também trouxe um alívio para as taxas futuras.

No exterior, as ações e commodities em alta mostram que o investidor está em busca de ativos de risco, o que favorece moedas e títulos de países emergentes. O relatório de emprego nos EUA, referente a junho, mostrou criação de 287 mil postos de trabalho, muito acima das 165 mil vagas estimadas, mas o mercado continua vendo maior probabilidade de que o Federal Reserve elevará juros somente no final do ano.