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Ministro das Finanças da África do Sul diz que não se apresentará à polícia

O ministro das Finanças sul-africano, Parvin Gordhan, afirmou nesta quarta-feira que não obedecerá a uma convocação policial ligada a uma investigação que apura se a autoridade usou o serviço da receita federal estatal para espionar graduados políticos no governista Congresso Nacional Africano. A declaração é o mais recente episódio na batalha entre Gordhan e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

Reportagens apontaram que acusações criminais poderiam em breve ser apresentadas contra o ministro das Finanças, o que provocou queda de mais de 4% no rand ante o dólar mais cedo nesta quarta-feira, bem como a queda de ações do setor financeiro. Investidores temem que a disputa por poder possa gerar instabilidade nessa importante economia africana, que deve ficar estagnada neste ano, enquanto a taxa de desemprego estava no fim de junho perto de 27%.

Em comunicado, Gordhan confirmou que a unidade de elite da polícia, conhecida como Falcões, pediu que ele comparecesse ao escritório dessa unidade na capital Pretória, na tarde da quinta-feira, para receber um "comunicado de advertência". Esse passo geralmente é um prelúdio para a apresentação de acusações criminais. O ministro afirmou que os Falcões disseram que ele é investigado por supostamente desrespeitar uma lei nacional de inteligência e outra sobre o financiamento público.

"Eu fui informado de que não tenho obrigação legal de me apresentar aos Falcões como determinado na carta deles. Eu decidi não me apresentar", afirmou Gordhan.

Como ministro das Finanças, Gordhan comanda o Tesouro Nacional, agência do governo que gerencia a política econômica e as finanças do governo.

Os Falcões são vistos como próximos a Zuma, que mantém uma disputa de poder com seu próprio ministro. Segundo a imprensa local, Gordhan pode ser acusado por espionagem, pela suposta realização de monitoramento na época em que comandava a receita local, tendo como alvo políticos, inclusive o próprio Zuma. Gordhan, que comandou a receita federal entre 2009 e 2014, já disse várias vezes que o trabalho no local era legal e que ele não usou sua posição para espionar políticos. Fonte: Dow Jones Newswires.