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Minoritários querem voz no conselho da Vale

Um grupo de acionistas minoritários da Vale vai tentar emplacar um representante no conselho de administração da mineradora na assembleia geral de acionistas do próximo dia 25 de abril. O candidato será o advogado Marcelo Gasparino, atual presidente do conselho de administração da Usiminas. A indicação partiu do L.Par, fundo do empresário Lírio Parisotto gerido pela corretora Geração Futuro - que também indicou Gasparino para a siderúrgica - e a VIC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que os acionistas querem ocupar a vaga de Alberto Guth, que permanecia em aberto até junho do ano passado, quando a Vale nomeou o sócio-fundador da Angra Partners.

Além dele, são membros do conselho o presidente da Previ, Gueitiro Matsuo Genso, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, Fernando Jorge Buso Gomes, Yoshitomo Nishimitsu, Tarcísio José Massote Godoy, Marcel Juviniano Barros, Hiroyuki Kato, Sergio Alexandre Figueiredo Clemente e Lucio Azevedo, que representa os empregados. Hoje a companhia não tem representantes dos minoritários no colegiado.

O indicado dos minoritários da Vale também é membro do conselho de administração da Eternit e da Bradespar. O braço de investimentos do Bradesco faz parte da Valepar, controladora da Vale. Nessa temporada de assembleias, Gasparino também é indicado para a vaga dos acionistas preferencialistas da Eletropaulo.

Gasparino já foi também conselheiro de administração de Eletrobras, Tecnisa e Celesc, além de conselheiro fiscal de Bradespar, Eletrobras, AES Tietê, AES Eletropaulo e da estatal fechada SCGás.

Regra

Pela Lei das S.A., para emplacar uma vaga os acionistas minoritários detentores de ações ordinárias devem reunir pelo menos 15% do total das ações ON. Já os preferencialistas devem atingir um porcentual que represente 10% do capital social.

Se nem os titulares de ações com direito a voto, nem os de ações sem direito a voto atingirem o quórum exigido, poderão agregar suas ações para elegerem em conjunto um membro suplente e para o conselho de administração. A expectativa é que haja a adesão de investidores estrangeiros da Vale no processo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.