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MME está otimista com leilão da Celg e trabalha para relicitar ativos da Abengoa

O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, disse nesta segunda-feira, 15, ter a expectativa de que o leilão da distribuidora goiana Celg-D seja bem sucedido, considerando a qualidade do ativo, mas admitiu que alguns investidores interessados apontaram dificuldades. Terça-feira, dia 16, é o prazo para o aporte das garantias e na sexta-feira (19) ocorrerá a abertura dos envelopes.

"Estamos vendo que há dificuldades apontadas por algumas empresas, mas tínhamos que colocar a empresa a leilão, vamos aguardar sexta-feira chegar. Temos expectativa de que possa dar certo, se não der, vamos ver o que podemos fazer", disse o ministro, lembrando que empresas levantaram questionamentos sobre preços.

Ele considerou, no entanto, que a Celg é um bom ativo, o que deveria gerar interesse por parte dos investidores. "Dos ativos que a Eletrobras vai colocar, do ponto de vista de distribuição, é o melhor deles. As empresas estão no papel delas, mas temos muita confiança na qualidade do ativo e vamos aguardar", disse.

Abengoa

Bezerra Filho também comentou sobre os ativos da Abengoa, empresa espanhola que havia entrado com pedido de recuperação judicial e procura investidores para seus ativos. Diante da dificuldade da companhia de fechar um acordo com um novo administrador, em particular para os projetos em construção, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou o processo de caducidade das concessões.

"Eles estão notificando a empresa, decretando caducidade, e ela (a Aneel) está fazendo todo o trâmite interno. A expectativa é que, se tudo correr bem, talvez em dezembro esses lotes voltem a ser loteados", disse o ministro, referindo-se a uma relicitação.

Questionado se os projetos iriam à leilão com a mesma receita anual permitida (RAP) máxima semelhante à original, quando foram arrematados pela Abengoa, o ministro disse que haverá mudança. "Com a TIR (taxa interna de retorno) que a Abengoa fez o lance, poucas pessoas se interessariam, até porque caso se interessassem, poderiam até fazer uma compra direta desses ativos", disse Bezerra, lembrando que o que paralisa uma negociação muitas vezes é a pouca atratividade do retorno de capital.