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Moody's ratifica perspectiva de baixa de confiança no Brasil, diz Abrainc

O rebaixamento do rating brasileiro pela agência de classificação de riscos Moody's já era esperado e ratifica a perspectiva de baixa confiança na economia nacional, observada a partir de decisões semelhantes de Fitch e Standard & Poor's. De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Fernando Moura, confiança é um fator essencial, assim como custos menores de financiamentos, para recuperação do mercado imobiliário. Por isso, a perspectiva negativa sobre a economia continua a pesar numa projeção de melhoria em lançamentos e vendas.

"Depois dos dois rebaixamentos, os investidores estrangeiros já haviam precificado a questão em termos de investimentos no Brasil", afirmou o executivo. "Para negócios de ciclo mais longo, como o imobiliário, o impacto é maior. A deterioração da economia, os juros elevados e a queda na confiança são muito negativas para o mercado de imóveis", acrescentou.

Mais cedo, a Moody's rebaixou a nota do Brasil em dois graus, de Baa3 para Ba2, com perspectiva negativa, retirando assim o selo de bom pagador do País. A retirada do grau de investimento pela Moody's ocorreu após as duas outras grandes agências, a Fitch e a Standard & Poor's (S&P), terem colocado o Brasil em grau especulativo.

"A Moody's ratifica a situação de baixa confiança na economia, o que indica perspectiva de demora grande para reverter a condição e retarda a virada do mercado imobiliário", afirmou o executivo da Abrainc.

O cenário só deve melhorar, no entanto, depois do "equacionamento" da questão política no Brasil, que poderá abrir caminho para ajustes na economia. "Para voltar a ter confiança, precisa se ajustar politicamente e, assim, ter condições para fazer mudanças econômicas", afirmou. "Com o impasse político, medidas que teriam de ser aprovadas levam mais tempo em discussão no Congresso, por exemplo", acrescentou o executivo.