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Mundo ainda se ajusta ao Brexit, mas está superando impacto, diz Kaplan, do Fed

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Dallas, Robert Kaplan, afirmou nesta quarta-feira que a economia norte-americana está progredindo em direção as metas de emprego e inflação, mas as incertezas políticas e econômicas globais devem pesar sobre a decisão do Fed de quando elevar a taxa básica de juros.

Kaplan disse que o Fed está monitorando as consequências geradas pelo voto do Reino Unido para sair da União Europeia, o Brexit, assim como a desaceleração do crescimento econômico na China. Ele apontou o relatório de emprego de junho como um sinal de fortalecimento do mercado de trabalho, mas também afirmou que a abordagem "lenta, gradual e cuidadosa" que o Fed tem tomado recentemente é "muito apropriada".

"Mesmo em uma posição acomodatícia, não estamos totalmente em uma posição acomodatícia", levando em conta o lento crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), disse o dirigente, que não quis especular sobre o momento em que ocorrerá uma alta nos juros.

A economia mundial e os mercados financeiros ainda estão lidando com as implicações de uma saída do Reino Unido da União Europeia, disse o dirigente.

"Ainda não estamos totalmente ajustados mas apenas se passou o que, uma semana e meia? Nós vamos chegar lá", afirmou Kaplan. Grandes questões ainda estão no ar sobre qual o impacto que o Brexit terá nas economias do Reino Unido e da UE, assim como se a ação britânica irá causar medidas semelhantes em outros países. "Será que irá ocorrer um contágio? Esta é a grande questão que teremos de observar", declarou.

Kaplan também afirmou que a economia dos EUA não está crescendo o mais rápido que pode. "Com um crescimento do PIB de 2%, as dívidas estão crescendo mais rápido do que os rendimentos. Nós temos de crescer mais rápido". Fonte: Dow Jones Newswires.