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Na estreia de Ilan no Copom, técnicos em greve prometem acampar em frente ao BC

No primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da nova gestão do Banco Central, técnicos da instituição prometem acampar em frente à sede da autarquia para reivindicar modernização das carreiras. A greve dos técnicos teve início na segunda-feira da semana passada, 11, e a intenção era paralisar as atividades por apenas dois dias, mas o movimento ocorre até agora e não tem mais data para terminar.

"Ocorre que fomos atropelados pela base, que decidiu apenas voltar a trabalhar quando o acordo feito no passado com o BC fosse cumprido integralmente", explicou o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos do Banco Central (SintBacen), Willekens Brasil. De acordo com ele, a categoria reúne cerca de 670 profissionais em todo o Brasil e 80% desse total de trabalhadores está de braços cruzados. Ele disse também que alguns analistas começam a aderir ao movimento em algumas partes do País.

A greve, conforme Brasil, atinge principalmente as áreas de meio circulante, segurança, parte do atendimento ao público e administrativa, que reúne engenheiros. "A paralisação não é boa para ninguém, nem para os servidores e nem para a organização, mas saiu do nosso controle e não tem outro caminho", afirmou.

O SintBacen explica que, no fim de 2015, um acordo foi firmado entre o governo e entidades sindicais, gerando o Projeto de Lei Complementar (PLC) 36/16, que trata de reajustes salariais e outras modificações relativas às carreiras do Executivo Federal. O PLC pode ser apreciado pelo presidente da República "a qualquer instante", conforme o sindicato. Para a entidade, alguns itens que tratam da reestruturação de carreiras estão correndo o risco de serem vetados, o que comprometeria o acordo.

Entre as possibilidades de veto que mais incomodam o SintBacen está a que trata da mudança de critério de acesso para o cargo de técnico do BC, de nível médio para superior. "Esta elevação da exigência do nível de escolaridade foi resultado de uma longa negociação de mais de 10 anos envolvendo entidades sindicais, BC, Ministério do Planejamento e Casa Civil", trouxe o comunicado de greve distribuído pela entidade para os funcionários que chegam para trabalhar no BC.

"A greve não é sobre reajuste. Não tem impacto financeiro e nem de transposição de áreas e cargos dentro do BC. Só queremos defender a forma de ingresso no BC", argumentou o diretor nacional do SintBacen, Marcondes Oliveira.