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No dia do Copom, taxas fecham em baixa com melhora da confiança no País

Os juros futuros fecharam em queda nesta quarta-feira,20, mais firme nos contratos de longo prazo, refletindo a melhora da percepção do investidor sobre a economia brasileira e a confiança de que o novo Banco Central será bem sucedido em domar a inflação, levando o IPCA a convergir para a meta de 4,5%, o que permitirá uma queda da Selic em um futuro próximo. Para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de logo mais, permanece o consenso de apostas em torno de manutenção da taxa básica em 14,25% e placar unânime da votação. Quanto ao comunicado, a percepção é de que o tom permanecerá conservador, mas que, de qualquer modo, deve ajudar o mercado a afinar suas apostas para a política monetária de curto prazo.

Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 fechou em 13,845%, de 13,865% no ajuste de ontem, com 125.850 contratos. O DI janeiro de 2018 (115.415 contratos) caiu de 12,67% para 12,62%. O DI janeiro de 2021 (112.005 contratos) fechou em 11,92%, de 11,99%.

Numa quarta-feira de agenda de indicadores e noticiário fracos, as taxas estiveram em baixa durante todo o dia, mesmo com o dólar mais forte ante o real em vários momentos da sessão. A espera pelo Copom pautou os negócios, com o investidor ansioso para ver como será o comportamento deste novo BC na condução da Selic, na primeira decisão de Ilan Goldfajn como presidente da instituição e com novos diretores. Desde que assumiu o BC, Goldfajn vem dizendo que o objetivo maior é levar a inflação a convergir para a meta de 4,5% em 2017. Considerando que o IPCA em 12 meses está em 8,84% e as expectativas futuras para 2017, em 5,30%, a avaliação é de que a taxa básica precisaria continuar por mais alguns meses no atual nível para puxar a inflação para baixo.

O presidente em exercício, Michel Temer, afirmou hoje que o "BC tem plena autonomia para definir a taxa de juros" e que "a política monetária tem como prioridade combater a inflação e este é o objetivo principal de seu governo". A declaração foi um esclarecimento à fala do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que disse que o presidente em exercício, Michel Temer, "vê com bons olhos uma redução nos juros".

"A expectativa hoje é pelo comunicado, que, dependendo de como vier, pode até tirar peso da ata na semana que vem", disse o sócio-diretor da Jive Asset, Leonardo Monoli. "A curva curta já andou e o mercado agora espera que a comunicação sinalize alguma coisa", completou. O BC informou que o comunicado do Copom passará a ser publicado "exclusivamente" pelo site do BC "imediatamente após o término da reunião".