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No meio da crise, L'Oréal aposta em linha de R$ 800

Com atraso de um ano em relação à Europa e aos Estados Unidos e bem no ápice da crise econômica brasileira, a fabricante de cosméticos L'Oréal vai lançar no País, na segunda-feira, sua principal aposta para o segmento profissional - divisão de negócios que concentra a comercialização em salões de cabeleireiros. Voltada aos consumidores de maior poder aquisitivo, a nova linha é uma série de produtos de tratamento para cabelos danificados. Para usar todos os produtos, o grupo francês espera um desembolso individual de pelo menos R$ 800.

Apesar do preço, a empresa acredita que a nova linha, batizada de Pro Fiber, amplie em 20% sua presença nos salões de beleza. "A gente vai colocar o produto em mil salões nesse primeiro momento e ir crescendo ao poucos. A ideia é chegar a 4 mil salões até o fim do ano", conta o diretor superintendente da divisão de produtos profissionais no Brasil, Mikael Henry.

A L'Oréal diz estar confiante no projeto, apesar de o Brasil, ao lado da China e da Rússia, ter sido apontado como um destaque negativo das operações globais em 2015. Mesmo assim, a partir do ano que vem, a companhia pretende iniciar a produção da linha de salões - denominada Pro Fiber - em sua unidade na Pavuna, no Rio de Janeiro. Por enquanto, o produto, que é fabricado na Espanha, será importado. "(A produção local) será importante para ganharmos escala e reduzirmos custos", diz o executivo.

A divisão de produtos profissionais da L'Oréal representa 15% das vendas do grupo, que em 2015 ficaram em ¤ 25,26 bilhões. No Brasil, esse é um mercado importante, movimentando por 175 mil salões de cabeleireiros, tanto formais quanto informais, segundo estimativas do mercado.

De acordo com dados da empresa de pesquisa Euromonitor, o Brasil se tornou, em 2015, o segundo maior mercado para produtos para o cabelo em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A cada ano, cada brasileiro investe US$ 45 em produtos desta categoria e, mesmo com a crise, as previsões são de que o faturamento continuará a crescer, atingindo US$ 11 bilhões em 2019. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.