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Número de novas empresas cresce 6,4% no 1º tri, diz Boa Vista SCPC

O número de novas empresas no País cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2016 em relação a igual período do ano anterior, puxado pelo avanço de registros de microempreendedores individuais (MEIs). Em relação ao quarto trimestre de 2015, a alta foi de 16,0%. O levantamento foi feito pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com base em dados da Receita Federal.

De acordo com a pesquisa, os registros de MEIs continuam com papel de destaque. Na comparação do primeiro trimestre de 2016 com igual período do ano passado, esse tipo de empresa aumentou 14,3%. Na mesma base, as microempresas e as demais formas jurídicas diminuíram 10,4% e 19,6%, respectivamente.

Com este avanço das MEIs, elas passaram a ter participação de 76,7% na composição de abertura de empresas nos primeiros três meses deste ano, aumento de 5,4 pontos porcentuais em relação ao primeiro trimestre de 2015. As microempresas passaram de 9,3% para 7,1%, enquanto de outras composições jurídicas encolheram de 19,3% para 16,3%.

Para o economista-chefe da Boa Vista SCPC, Flávio Calife, o movimento de aumento de registro de MEIs está associado ao crescimento do desemprego. "Trabalhamos com a hipótese que boa parte das pessoas que perderam emprego pode ter migrado para a tentativa de um negócio próprio, principalmente no setor de serviços, como é comum no Brasil. A novidade é que há mais incentivos para a formalização", disse.

Na opinião de Calife, uma possível mudança de política econômica num eventual novo governo pode ter reflexos no aumento do registro de MEIs. "Se houver alguma sinalização de mudança, os empresários podem segurar as demissões e veremos uma diminuição no volume de novas MEIs, mas esta é uma hipótese que teremos de acompanhar, já que o cenário ainda é incerto", disse.

Setores

Quando analisada a composição das novas empresas por setores, a pesquisa mostra que apenas serviços registraram avanço considerável. No primeiro trimestre de 2015, este setor correspondia a 54,0%. Agora, o volume atingiu 56,9%.

O setor de comércio recuou de 35,5% para 32,5%, a indústria passou de 9,9% para 10,2% e o setor rural cedeu de 0,6% para 0,4%.