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Opep discute teto de produção e sauditas podem apoiar ideia, dizem delegados

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estão avaliando a possibilidade de retomar a ideia de determinar um teto na produção, durante conversas a portas fechadas antes de sua reunião oficial, nesta quinta-feira. A Arábia Saudita agora considera apoiar o teto da produção coletiva do grupo, segundo delegados da Opep em Viena.

A disposição da Arábia Saudita, maior exportador da Opep, de apoiar um limite do tipo seria uma mudança significativa. Riad tem defendido a manutenção da produção em nível alto, mesmo em meio ao excesso de oferta que levou a um colapso nos preços da commodity.

A negociação para impor uma cota representaria um retorno ao papel tradicional da Opep. Nos últimos meses, as discussões haviam se centrado em limites para a produção individual dos países, não para o grupo como um todo. Até dezembro, a Opep tinha um limite de produção de 30 milhões de barris por dia - limite esse frequentemente superado.

Os mercados, porém, olhavam para esse teto como uma espécie de garantia. Após a Opep acabar com ele, em dezembro, os preços recuaram às mínimas em 13 anos em semanas.

Em declarações antes da reunião de quinta-feira, delegados da Opep minimizaram as chances de qualquer acordo coordenado sobre a produção. Os membros permanecem bastante divididos sobre que tipo de limite, ou mesmo se algum, deveria ser fechado, e as conversas sobre um teto podem dar em nada - todas as decisões da Opep precisam ser unânimes.

Pelo menos um membro poderoso, os Emirados Árabes, já afirmou acreditar que as forças do mercado têm agido para reequilibrar os preços. Para o país, a estratégia atual da Opep de deixar o mercado se equilibrar tem sido adequada. "A oferta e a demanda estão funcionando e essa é a essência dessa política", disse o ministro da Energia dos Emirados Árabes, Suhail bin Mohammed al-Mazrouei, na terça-feira. "Do começo do ano até agora, o mercado tem se corrigido para cima. Este é o ano da correção."

Para a Arábia Saudita, o apoio a um teto teria a vantagem de ajudar a melhorar as relações com os membros mais pobres da Opep. Alguns dos países reclamaram do papel do reino no fracasso do diálogo para definir um teto em abril. Um acordo do tipo provavelmente não exigiria que os sauditas reduzissem a produção, que já está em níveis próximos de recordes. Se houver um acordo, isso pode colaborar para minimizar a percepção de que a Opep está dividida pelas tensões, especialmente entre Arábia Saudita e Irã, e de que o grupo pode não ter mais razão de ser. Fonte: Dow Jones Newswires.