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Operação do BC impulsiona dólar na abertura, após quedas recentes

O dólar abriu em alta robusta nesta segunda-feira, 21, após o Banco Central anunciar na sexta-feira, 18, a realização de operações de swap cambial reverso, que equivalem a compra de moeda estrangeira. A decisão ocorre após perdas recentes do dólar - motivadas pela expectativa de queda da presidente Dilma Rousseff - que levaram a cotação para o menor patamar desde 27 de agosto de 2015, a R$ 3,5796.

Após três anos sem recorrer ao instrumento, o BC realiza nesta segunda uma operação de swap cambial reverso, na qual ele assume posição de comprador de dólar e vendedor de taxa. Nesse leilão, serão ofertados, de 12h10 às 12h20, até 20 mil contratos com vencimento em 1º de julho de 2016.

O resultado sai a partir das 12h30. Antes dessa operação (11h30 às 11h40), a autoridade também realiza mais uma tranche da rolagem do vencimento de swap de abril, cuja oferta também foi reduzida na semana passada - para 3.600 contratos, ante 9.600 anteriormente.

Às 9h25, o dólar à vista no balcão subia 1,23%, a R$ 3,6222. No mercado futuro, o dólar para abril recuava 0,06%, a R$ 3,6320.

Enquanto isso, o noticiário econômico segue no foco, com a 25ª fase da Lava Jato, que deflagrou nesta madrugada sua primeira etapa internacional, em Lisboa, Portugal. Um dos objetivos é a prisão preventiva do lobista Raul Schmidt Felipe Junior, foragido desde julho de 2015.

Além disso, a comissão especial da Câmara que analisa o impeachment da presidente reúne-se à tarde, enquanto o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), tenta garantir o quórum mínimo no plenário para abrir sessão ordinária e acelerar o prazo que Dilma tem para apresentar sua defesa.

Há ainda expectativa pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de habeas corpus impetrado por advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais seis juristas pela suspensão da decisão do ministro Gilmar Mendes que, aos deferir os mandados de segurança e suspender a nomeação do ex-presidente como ministro da Casa Civil, devolveu ao juiz Sergio Moro as ações referentes a Lula na Lava Jato.