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Parente passará por 'rito sucessório' na Petrobras

A confirmação de Pedro Parente como presidente da Petrobras só deve ocorrer a partir da próxima terça-feira, dia 31, após uma análise de conformidade da trajetória profissional do executivo. Na segunda-feira, 23, o conselho de administração da estatal se reuniu para avaliar a indicação e o processo de transição no comando da empresa. Parente se reuniu com o atual presidente da empresa, Aldemir Bendine, na sede da estatal para tratar aspectos da transição.

Ambos concordaram com o processo de sucessão para "minimizar riscos" de questionamentos sobre a transição por autoridades do mercado de capitais. Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras informou que a indicação de Parente foi analisada pelo conselho, mas passará por "procedimentos de governança corporativa, conformidade e integridade necessários ao processo sucessório".

A previsão é que o conselho confirme a escolha de Pedro Parente até a próxima segunda-feira. Nesse período, o executivo ainda passará por testes como análise de currículo, antecedentes profissionais e relações com funcionários da companhia em cargos de gerência. Será o primeiro presidente a seguir o procedimento, estabelecido em assembleia de acionistas no último mês.

Carta

O Broadcast, serviço de informação em tempo real da Agência Estado, apurou que Bendine já tinha preparado uma carta de renúncia para entregar ao conselho. No documento, o executivo destaca a reestruturação financeira da companhia nos 15 meses de sua gestão, como os cortes de cargos e gastos administrativos, o alongamento e redução do endividamento, além do resultado positivo no fluxo de caixa da companhia nos últimos quatro trimestres.

Pedro Parente foi apresentado formalmente aos integrantes do conselho e a diretores da estatal na segunda-feira pela manhã. A sinalização do executivo é que a atual diretoria permanecerá no cargo em um primeiro momento. O diretor financeiro, Ivan Monteiro, já tinha se reunido no domingo com o futuro presidente e aceitou permanecer no cargo na nova gestão - os demais deverão ter o desempenho avaliado nos próximos meses.

A permanência de Ivan Monteiro era defendida pelo mercado, devido a sua atuação à frente da reestruturação financeira e no plano de desinvestimentos da companhia no último ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.