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Petrobras amplia proposta de reajuste e recua no corte de horas extras

NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em nova proposta de reajuste salarial apresentada aos sindicatos na terça (29), a Petrobras ampliou a proposta de aumento e desistiu de cortar em 50% o valor das horas extras.

Na terceira rodada de negociações com os sindicatos, a estatal propôs aumento de 6% retroativo a setembro e outros 2,8% a partir de fevereiro.

A primeira oferta, em setembro, previa aumento de 4,97% para empregados que ganham até R$ 9 mil e de R$ 447,30 para os demais.

Os termos foram rejeitados pela categoria, levando a uma nova oferta, de 6%, em outubro.

Segundo a estatal, a proposta anunciada na terça é definitiva. Nela, além do novo percentual de reajuste em fevereiro, a empresa recua no corte das horas extras.

Mas mantém a possibilidade de corte de 25% da jornada de trabalho, com redução equivalente no salário, para empregados da área administrativa.

O tema enfrenta grande resistência dos sindicatos.

"A companhia entende que essa medida vem ao encontro da demanda de uma importante parcela dos empregados, assim como das necessidades da própria Petrobras", diz a empresa, em nota.

Para convencer a categoria a aceitar logo a proposta, a Petrobras ofereceu a antecipação da primeira parcela do 13º de 2017, de 20 de fevereiro para 10 de janeiro.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), informou que os novos termos ainda serão discutidos por seu conselho deliberativo.

Já a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) diz que o índice permanece abaixo da inflação e defende a rejeição da proposta.

"Dá para avançar mais, principalmente no que se refere às perdas inflacionárias", afirma, em nota, o diretor da entidade, Adaedson Costa.