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Petrobras encerra 1º semestre de 2016 com prejuízo líquido de R$ 876 milhões

A Petrobras encerrou o primeiro semestre de 2016 com prejuízo líquido de R$ 876 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 5,861 bilhões apurado no mesmo período de 2015.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da estatal foi de R$ 41,408 bilhões no acumulado de janeiro a junho, 0,3% acima dos R$ 41,289 bilhões reportados nos seis primeiros meses de 2015.

A receita semestral da petroleira atingiu R$ 141,657 bilhões, 8% abaixo dos R$ 154,296 bilhões apurados no primeiro semestre do ano passado.

Investimentos

Os investimentos da Petrobras totalizaram R$ 13,435 bilhões no segundo trimestre de 2016, o que representa um recuo de 26,7% em relação aos R$ 18,331 bilhões desembolsados entre abril e junho de 2015 e de 14% ante os R$ 15,593 bilhões gastos entre janeiro e março de 2016.

A maior parte dos investimentos no segundo trimestre do ano foi direcionada à área de Exploração e Produção (E&P), que recebeu R$ 11,935 bilhões, o equivalente a 88,8% do total.

Na sequência apareceram os setores de Abastecimento, com aporte de R$ 825 milhões (6,1%), Gás & Energia, com R$ 359 milhões (2,7%), Distribuição, com R$ 121 milhões (0,9%), Biocombustível, com R$ 54 milhões (0,4%), e Corporativo, com R$ 141 bilhão (1%).

Em janeiro deste ano, a estatal revisou seu Plano de Negócios e Gestão (PNG) em 2015-2019, reduzindo a projeção de investimentos em 24,5% no período, de US$ 130,3 bilhões para US$ 98,4 bilhões, dos quais US$ 20 bilhões em 2016.

Segundo o PNG, a Petrobras deve alocar US$ 80 bilhões, ou 81% do total, para a divisão de E&P, US$ 10,9 bilhões para a de Abastecimento (11%), US$ 5,4 bilhões (6%) para a área de Gás e Energia e US$ 2,1 bilhões (2%) para as demais, incluindo a Corporativa.

Acumulado

A Petrobras investiu R$ 29,028 bilhões nos seis primeiros meses de 2016, 20% menos em relação aos R$ 36,174 bilhões desembolsados entre janeiro e junho de 2015. Do total, R$ 25,705 bilhões, ou 88,5%, foram destinados à área de E&P, enquanto a de Abastecimento recebeu aportes de R$ 1,777 bilhão. Outros R$ 651 milhões foram para o setor de Gás & Energia, R$ 220 milhões para Distribuição, R$ 325 milhões para Biocombustível e R$ 350 milhões para o Corporativo.