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Petrobras planeja voltar a participar de leilões

Apesar da situação financeira delicada e do alto endividamento, a Petrobras estuda voltar a participar de leilões de áreas de petróleo. De acordo com o presidente da estatal, Pedro Parente, a empresa vai avaliar as áreas e poderá entrar em consórcios mesmo como parceira minoritária, caso as mudanças nas regras do pré-sal sejam aprovadas no Congresso. A previsão do governo é realizar novo leilão no primeiro trimestre de 2017.

"O que tiver de bons campos a explorar nós vamos estar olhando (sic). Mesmo no pré-sal, vai depender do que vão oferecer. Como a gente tem nossas informações, se a gente achar que vale a pena, nós vamos estar lá, sim, com certeza", afirmou Parente nesta quinta-feira, 14, em evento na sede da empresa.

O governo quer levar a leilão no próximo ano áreas do pré-sal em processo de unitização - áreas ainda não concedidas, mas que têm reservas de óleo que avançam sobre campos já concedidos. As áreas em estudo são Gato do Mato, da Shell, Carcará, Sapinhoá e Tartaruga Verde, onde a própria Petrobras tem participação no consórcio e é operadora.

O leilão depende da definição de regras para as áreas "unitizáveis" e de mudanças nas leis do pré-sal, para que outras empresas possam assumir as áreas. A Câmara deve votar em agosto o projeto de lei que muda as regras.

De acordo com Parente, se o projeto for aprovado, a Petrobras poderia participar dos leilões como parceira minoritária de outras empresas.

"Nós já somos parceiros hoje em campos grandes do pré-sal que éramos participantes minoritários. A visão de parceria é muito importante, trouxe muitos benefícios. A possibilidade existe e olhamos como uma coisa que traz vantagem", disse.

O executivo defende abertamente as mudanças nas regras. O projeto retira da estatal a obrigatoriedade de participar de todos os consórcios e ser operadora única em todas as áreas. Pela proposta, será oferecida à Petrobras, por decisão do governo, a preferência pelas áreas.

Reajuste

Parente também indicou que não pensa em reajustar preços de combustíveis "agora".

"Como qualquer empresa, a companhia precisa ter liberdade para fixar preços. Não há nenhuma decisão para aumentar agora, nem para cima nem para baixo", afirmou o presidente, sinalizando ainda que a empresa busca ser "mais transparente possível" em relação à política de preços.

Em rápida entrevista após evento com atletas olímpicos patrocinados pela empresa, Parente disse estar "positivamente impressionado" com os resultados da empresa, em especial o recorde de produção registrado em junho. Segundo ele, a diretoria trabalha "com muita vontade de virar o jogo" e com a certeza de "dar a volta por cima" na crise da empresa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.