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Petrobras prevê US$ 19,5 bi de parcerias e desinvestimentos no biênio 2017/18

A Petrobras conta com US$ 19,5 bilhões de ganhos com a venda de ativos e parcerias nos anos de 2017 e 2018. A meta é inferior à que havia sido estipulada pelo ex-presidente da empresa Aldemir Bendine, que contava, no mesmo período, com US$ 42,6 bilhões vindos da reestruturação dos negócios, desmobilização de ativos e desinvestimentos. Já o plano para 2015-2016 era de US$ 15,1 bilhões.

Na apresentação que a companhia fará a partir das 10h sobre o plano, consta que o novo programa de parcerias e desinvestimentos "alavanca investimentos adicionais de US$ 40 bilhões nos próximos 10 anos", sem considerar investimentos de fornecedores no aumento da capacidade produtiva.

Entre os negócios dos quais a Petrobras pretende se desfazer, os destaques são as participações acionárias em empresas petroquímicas e os ativos de produção de biocombustíveis, de fertilizantes e de distribuição de GLP. Nestes casos, a intenção é abandonar "integralmente" as atividades.

Além disso, a empresa quer reduzir os riscos de sua atuação com a formação de parcerias, inclusive no refino de petróleo para a produção de combustíveis. Os ativos de energia serão reestruturados, com a consolidação dos "ativos termelétricos e demais negócios desse segmento, buscando a alternativa que maximize o valor para a empresa", segundo o plano de negócios divulgado na manhã desta terça-feira, 20.

Na área de gás natural, a intenção é alinhar a atuação à evolução regulatória, "garantindo a monetização da produção própria e adequando a participação na cadeia de gás natural como combustível de transição para o longo prazo".

Preço do petróleo

A Petrobras utiliza como premissa no seu plano de negócios e gestão 2017-2021 preços "competitivos" para os derivados no Brasil e crescimento do mercado interno de derivados em 5,2% no período.

A companhia considera como preço médio do petróleo Brent (ano base 2016) US$ 48 o barril (bbl) para 2017, e taxa média de câmbio de R$ 3,55. Já para 2018, o barril seria de US$ 56 e o câmbio, R$ 3,71. Em 2019, os valores previstos são de US$ 68 e R$ 3,72, respectivamente, continuando para US$ 71 tanto em 2020 quanto 2021, e o câmbio em R$ 3,74 em 2020 e R$ 3,78 em 2021.