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Petrobras sobe com petróleo, mas Bovespa termina o dia praticamente estável

A Bovespa passou a tarde desta segunda-feira, 8, de lado, rondando a estabilidade, em busca de um driver para que pudesse engatar trajetória mais consistente de alta ou de queda. Em meio ao compasso de espera pela conclusão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no fim do mês, o mercado acionário tem reagido apenas pontualmente ao noticiário corporativo e aos preços das commodities negociadas no exterior.

Entre os destaques positivos, as ações da Petrobras ajudaram a sustentar o Ibovespa no atual patamar e terminaram em alta de mais de 3,0% as ON, beneficiadas pela forte valorização dos contratos futuros de petróleo em Londres e em Nova York.

Os papéis da Vale também subiram, mas em ritmo mais moderado, apoiados na alta do minério e em dados da balança chinesa. Por outro lado, os bancos pesaram, assim como as siderúrgicas, impedindo o índice à vista de terminar no azul. Em Wall Street, o dia foi de realização.

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira em leve queda de 0,04%, aos 57.635,42 pontos. Entre a mínima e a máxima, o índice à vista oscilou pouco, dos 57.504 pontos (-0,27%) aos 57.917 pontos (+0,44%). O giro financeiro foi mais fraco e somou R$ 5,05 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa acumula valorização de 0,57%, e no ano, alta de 32,96%.

"A Bovespa está esperando um fato novo, o mercado está na expectativa pelo fim do processo de impeachment da Dilma Rousseff para que o País volte a andar. Até lá, o mercado deve ficar olhando o petróleo, o minério... o que está mandando é mais o cenário corporativo", comentou o operador da mesa institucional da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro. A data de início do julgamento final do impeachment da presidente afastada deve ser entre os dias 25 e 29 de agosto.

Entre os destaques de alta do Ibovespa, as ações da Petrobras avançaram 3,70% (ON) e 2,23% (PN), na esteira da valorização de mais de 2,0% dos contratos futuros de petróleo no mercado internacional.

O papel também foi beneficiado por uma melhora da avaliação por parte de instituições financeiras. O Santander, por exemplo, elevou a recomendação da estatal de manutenção para compra, com preço-alvo de R$ 20 para as ON, o que representa um potencial de ganho de 50,8% ante o fechamento da última Sexta-feira (5). O Bradesco BBI, por sua vez, vê a companhia como outperform (acima da média do mercado).