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PIB calculado pelo Itaú cai 3,5% em 2015, o pior da série iniciada em 2003

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil calculado pelo Itaú Unibanco, o Pibiu, registrou queda de 3,5% em 2015, o pior resultado desde o início da série histórica do indicador, em 2003. O índice mostrou baixa de 0,7% em dezembro ante novembro, com ajuste sazonal. Já no quarto trimestre houve contração de 1,8% ante o terceiro e recuo de 6,1% frente ao quarto trimestre de 2014. Para janeiro, o Itaú projeta que o Pibiu deve cair 0,3%.

Em relação ao PIB oficial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Itaú estima queda de 3,9% em 2015 e 4,0% em 2016. O crescimento voltaria somente em 2017, com alta de 0,3%. Para as variações trimestrais na margem, o banco vê queda de 1,8% no quarto trimestre de 2015, baixa de 1,1% no primeiro trimestre deste ano, retrações de 0,3% no segundo e no terceiro trimestre e contração de 0,2% no quarto.

O PIB ruim do quarto trimestre do ano passado fez o Itaú Unibanco rever sua projeção para o PIB deste ano, agora para retração de 4%. Segundo o economista-chefe do banco, Ilan Goldfajn, o carrego estatístico de 2015 para 2016 é de -2,6%. "Se a economia não parar de cair no segundo semestre, a recessão este ano pode ser superior aos 4% que projetamos", comentou.

Para ele, não há nenhuma notícia que faça a economia melhorar na segunda metade deste ano. Mas isso ocorrerá simplesmente porque o ajuste que precisaria ser feito já ocorreu. "Recessão tem a ver não só com fluxo, mas com nível", afirmou.

Em relação à economia global, Goldfajn diz que 2016 começou bastante conturbado, com os mercados financeiros passando "de um pânico para o outro". Mesmo assim, ele não acredita que o mundo caminha para uma nova recessão. "Quem achava que o mundo explodiria de crescer, se decepcionou. Nós teremos um crescimento moderado", afirmou.

Segundo ele, a turbulência global atual tem algo de profecia autorrealizável. "Não há um único indicador que veio muito pior do que o esperado. Em algum momento os mercados vão se acalmar", explica.