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PMI industrial do Brasil fica em 41,6 em maio, de 42,6 em abril, diz Markit

O índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) da indústria brasileira recuou para 41,6 pontos em maio, de 42,6 em abril, informou a Markit nesta quarta-feira, 1º de junho. Esse é o menor patamar do indicador desde fevereiro de 2009, sendo que maio é o 16º mês consecutivo de recuo. Resultados abaixo do patamar de 50 pontos significam contração da atividade, enquanto números acima dessa marca apontam expansão.

Segundo a Markit, o fluxo de novas encomendas e a produção industrial caíram em maio no maior ritmo desde março de 2009, com os gerentes ouvidos relatando que a crise econômica e a deterioração na confiança dos investidores continuaram a pressionar a demanda. Embora as encomendas de exportação tenham subido, a expansão foi a mais fraca dos últimos seis meses.

Os níveis de estoques recuaram em maio, sendo que tanto os estoques de matérias-primas como os de produtos semiacabados diminuíram no ritmo mais rápido já registrado na série histórica. Os estoques de produtos acabados também recuaram em ritmo forte, mas não recorde.

Como parte dos esforços para reduzir custos, as indústrias continuaram a demitir funcionários em maio, e o ritmo de corte foi recorde. Mesmo assim, ainda há capacidade ociosa, o que é demonstrado pela queda nas encomendas pendentes.

Os custos ao produtor continuaram a subir no mês passado, no ritmo mais rápido em quase oito anos, em função também da valorização do dólar. Já a inflação ao consumidor avançou, mas no menor ritmo em dez meses.

A analista Pollyana de Lima, responsável pelo relatório, destaca que a crise política e econômica no Brasil continua a prejudicar a demanda. "A contração recorde na folha de pagamento das indústrias deve agravar o consumo doméstico no segundo semestre do ano", afirma.