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PNBE avalia que governo Temer já mudou expectativa dos empresários

(Foto: Reprodução) - PNBE avalia que governo Temer já mudou expectativa dos empresários
(Foto: Reprodução)

O primeiro coordenador geral do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), entidade empresarial não corporativa, Mario Ernesto Humberg, disse que o início do governo Michel Temer já mudou a expectativa dos empresários com relação à economia brasileira. "Ficamos mais esperançosos de que esse governo tome medidas para racionalizar a economia e reverter esse processo de retração. Mas temos consciência de que os resultados dessas ações não serão imediatos".

Humberg fez a afirmação ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) antes da palestra com o ministro do supremo Tribunal federal (STF) Luís Roberto Barroso, em evento promovido pelo PNBE e a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap).

Segundo Humberg, há duas ações que o empresariado espera do governo para a retomada do crescimento: ampliar as concessões em infraestrutura, onde há potencial de atração de investimentos e geração de empregos e alavancar o comércio exterior. "A presidente afastada Dilma Rousseff não deu muita atenção ao tema, porque se aproximou muito de países de ideologias próximas e deixou de abrir mercados relevantes. O atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, já começou bem, reagindo a países que estão fazendo campanha para desacreditar o governo Temer", declarou.

Sobre a criação de novos ou a retomada de antigos tributos, como a CPMF, Humberg comentou que medidas como essas são ruins. "Prefiro que o governo atue na simplificação tributária e não no aumento de impostos. E que o ministério da transparência faça o papel também de desburocratizador", ressaltou.

Expectativa

O Índice Fecap de Expectativas nos Negócios (IFecap), calculado mensalmente pela Fecap sobre o comércio varejista do Estado de São Paulo, indica o fim do ciclo histórico de queda na confiança dos comerciantes paulistas, embora o indicador continue em patamares historicamente baixos.

Em março, com ajuste, registrou 72,79 pontos, alta de 1,3% ante fevereiro, mas retração de 26,5% ante março de 2015. As expectativas para o próximo trimestre é o que justifica a interrupção de queda, já que há uma alta de 18,2% no indicador.