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Pressão de queda do dólar prevalece e juros futuros fecham em baixa

Os juros futuros encerraram a sessão desta sexta-feira, 16, em baixa ao longo de toda a curva. Enquanto os contratos de curto prazo mostraram sinal negativo desde a parte da manhã, as taxas partir de janeiro de 2019 começaram a tarde com alta moderada, mas que acabou dissipada pelo movimento do câmbio, depois que o dólar passou a ampliar a queda e a renovar mínimas ante o real, para aquém dos R$ 3,27.

No fechamento da sessão regular, o dólar à vista estava na mínima de R$ 3,2692 (-0,95%), mas continuou recuando mais depois disso. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou na mínima de 12,54%, de 12,59% no ajuste anterior, com 112.270 contratos. O DI janeiro de 2019 (227.155 contratos) também terminou na mínima, a 11,99%, ante 12,05%. A taxa do DI janeiro de 2021 (151.205 contratos) caiu de 12,12% para 12,08%. O DI janeiro de 2023 fechou em 12,29%, de 12,33%, com 32.390 contratos.

Durante a sessão, a cautela com as próximas decisões de política monetária dos principais bancos centrais continuou como fator central para orientar os negócios, sobrepondo-se, mais uma vez, à boa sinalização vinda do cenário fiscal doméstico. "A tendência de aperto na liquidez mundial seguiu dando o tom, com a precificação de uma política monetária mais conservadora", resumiu o economista Luiz Gustavo Pereira, da Guide Investimentos. A partir do meio da tarde, porém, a trajetória do câmbio prevaleceu, trazendo um certo alívio.

Na próxima quarta-feira, 21, haverá reunião do Federal Reserve e, embora a aposta em torno de uma alta de juros agora em setembro seja reduzida, os analistas acreditam que os dirigentes podem dar alguma sinalização nessa direção para o encontro de dezembro. No encontro da semana que vem, o BC norte-americano apresentará suas projeções atualizadas para uma série de indicadores e também haverá entrevista coletiva da presidente da instituição, Janet Yellen. No mesmo dia, o Banco do Japão também anuncia sua decisão de política monetária, sob a percepção de que, a exemplo do Banco Central Europeu (BCE), também pode silenciar sobre uma eventual ampliação dos estímulos de liquidez.

Pereira lembra que, do lado político, a sinalização no Brasil é positiva, referindo-se, por exemplo, à informação de que o presidente Michel Temer vetou reajustes para defensores públicos. "Além disso, vemos o Centrão mais alinhado às propostas de ajuste", completou.