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Pressão por reajustes cresce

A nova postura do governo federal em suspender o apoio à aprovação das propostas de reajustes salariais de servidores públicos, que tramitam no Congresso Nacional, já movimenta diversas categorias que se preparam para aumentar a pressão e as greves iniciadas nos últimos meses.

A orientação do Planalto à equipe econômica é de que novos projetos não sejam enviados ao Parlamento. O governo também não vai mais orientar a sua base a aprovar os textos que tramitam na Casa. Se esses projetos não forem aprovados, o governo poderá economizar R$ 7,2 bilhões no ano que vem.

Além disso, o tratamento aos grevistas endureceu. O Ministério das Relações Exteriores, por exemplo, cortou o ponto de cerca de 480 funcionários que aderiram à greve, iniciada em agosto. Além disso, 15 funcionários que tinham postos de chefia entregaram os cargos, o que foi aceito pela administração.

O corte de ponto, informou o Itamaraty, está de acordo com a legislação sobre direito de greve. O Ministério do Planejamento, por sua vez, disse que essa medida é um "procedimento usual", regulado em decreto de 1995. No total, o Itamaraty tem 3,4 mil funcionários. O maior número de adesões ocorreu na sede do ministério, em Brasília.

Ciente da nova postura do governo, o presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, convocou para esta terça-feira, 20, uma assembleia com os servidores da categoria para deliberar sobre o rumo do movimento dos auditores fiscais da Receita Federal. A "operação padrão". O retorno do pente fino nas alfândegas pode ser pautado na reunião. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.