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Pressionada por NY, Bovespa passa por realização de lucros e recua 0,49%

Depois de renovar nesta segunda-feira, 15, recordes em sintonia com Wall Street, a Bovespa passou por um ajuste nesta terça-feira, 16, juntamente com as bolsas norte-americanas. Nem mesmo o avanço do preço do petróleo, que seguiu em alta pela quarta sessão seguida, foi suficiente para impedir a realização de lucros nos mercados acionários.

Internamente, as ações da Petrobras fecharam no positivo, assim como as da Vale, mas o setor financeiro e as siderúrgicas pesaram, impedindo o Ibovespa de galgar mais um dia de ganhos.

Além do fator técnico, a cautela com a política monetária norte-americana também favoreceu correções nos mercados nesta terça, diante de sinais emitidos pelo presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley. O dirigente não descartou uma elevação de juros nos Estados Unidos em setembro - um dia antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).

O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,49%, aos 58.855,43 pontos. Na mínima, o índice à vista recuou aos 58.589 pontos (-0,94%). No início da tarde, tentou uma recuperação amparado na desaceleração das perdas em Nova York, quando bateu máxima aos 59.187 pontos (+0,07%). Mas a alta foi apenas pontual. O giro financeiro somou R$ 7,06 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa paulista acumula valorização de 2,70% e, no ano, ganho de 35,77%.

As ações da Petrobras encerraram em alta de 0,96% (ON) e 1,46% (PN), beneficiadas pela escalada dos preços do petróleo no exterior. Os contratos futuros da commodity fecharam em alta nesta terça-feira pela quarta sessão seguida, sustentados pelo dólar enfraquecido e pela perspectiva de um acordo de congelamento da produção entre grandes exportadores no próximo mês. Já as ações da Vale subiram 2,98% (ON) e 1,13% (PNA), acompanhando o bom desempenho de suas pares globais.

Mas as perdas do setor financeiro sobrepuseram-se ao avanço de Petrobras e Vale e acabaram impondo o sinal negativo ao Ibovespa hoje. Itaú Unibanco PN, papel de maior peso na carteira teórica do índice à vista, recuou 0,41%, seguido por Bradesco PN (-1,59%), Banco do Brasil ON (-2,24%) e units do Santander (-1,43%).