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Previsão de retração do PIB em 2016 passa de 3,77% para 3,80%, revela Focus

O último Relatório de Mercado Focus elaborado antes do início do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados mostrou mais uma rodada de deterioração das expectativas do mercado financeiro para a atividade brasileira. De acordo com o documento divulgado nesta segunda-feira, 18, pelo Banco Central, as previsões das instituições privadas para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 passaram de queda de 3,77% para baixa de 3,80% - um mês atrás estava em -3,60%.

Pelos cálculos do BC, apresentados no Relatório Trimestral de Inflação de março, a o PIB terá retração de 3,50% este ano. Três meses atrás, a autarquia previa queda de 1,9%. Para 2017, a previsão do mercado ainda é de alta da atividade, de 0,20%, mas abaixo do que o projetado um levantamento antes (0,30%). Quatro semanas antes estava em 0,44%.

Produção industrial

Também piorou a estimativa para a produção industrial, que saiu de queda de 5,60% para recuo de 5,80% - um mês atrás, estava em -4,50%. Para 2017, a previsão ainda continua no terreno positivo, em 0,69%, a mesma taxa apontada uma semana antes - estava em 0,57% quatro semanas atrás.

Dívida líquida do setor público

Para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2016, a mediana das previsões saiu de 41,20% para 41,40% de uma semana para outra, ante 41,05% de quatro semanas antes. Para o Banco Central, a relação dívida/PIB ficará em 41,6% no fim deste ano, segundo estimativa apresentada pelo chefe do Departamento Econômico da instituição, Tulio Maciel, no fim de março. Esta previsão leva em conta os parâmetros da pesquisa Focus da ocasião.

No caso de 2017 no boletim Focus, as expectativas passaram de 46,20% para 46,35% de uma edição para a outra - no boletim divulgado há um mês a taxa era de 45,30%.