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Produção de veículo cresce, mas tem menor volume em julho desde 2004, diz Anfavea

As montadoras instaladas no Brasil terminaram julho com o menor nível de produção para o mês desde 2004. Foram 189.907 veículos produzidos no sétimo mês do ano, queda de 15,3% em relação a igual período do ano passado, mas alta de 4,7% em comparação a junho, informou nesta quinta-feira, 4, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No acumulado de janeiro a julho, 1.205.410 unidades saíram das fábricas, recuo de 20,4% sobre o resultado alcançado em igual intervalo de 2015. Este foi o sexto mês seguido em que as montadoras conseguiram reduzir a queda acumulada na produção de veículos. De janeiro a junho, o tombo havia sido de 21,2%. Até maio, de 24,3%. No acumulado de janeiro a abril, tiveram recuo de 25,8%. Até março, de 27,8%. E até fevereiro, de 31,6%.

Por segmento, os automóveis e comerciais leves, juntos, somaram 183.181 unidades em julho, retração de 15,1% em relação a julho do ano passado, porém crescimento de 5,2% ante o volume do mês anterior. No acumulado do ano, a queda é de 20,1%, para 1.158.146 unidades.

Entre os pesados, foram 5.091 caminhões produzidos em julho, baixa de 22,6% ante igual mês do ano passado e contração de 8,6% sobre o volume de junho. O segmento acumula tombo de 24,5% no ano até julho, para 36.390 unidades. No caso dos ônibus, as montadoras produziram 1.635 unidades no mês, contração de 13,7% sobre o resultado de igual mês do ano passado e recuo de 10,4% em relação a junho. No ano, acumula baixa de 31%, para 10.874 unidades.

Vendas

A venda de veículos novos no Brasil alcançou 181.408 unidades em julho, recuo de 20,3% em comparação com igual mês do ano passado, mas alta de 5,6% sobre o resultado de junho, informou a Anfavea. No acumulado do ano, a queda é de 24,7% em relação a igual período do ano anterior, para 1.164.944 unidades.

Por segmento, os automóveis e comerciais leves, juntos, somaram 175.023 vendas em julho, retração de 20,3% em relação a julho de 2015, porém expansão de 5% ante o volume do mês anterior. Com isso, as vendas acumulam, de janeiro a julho, recuo de 24,4% sobre igual intervalo do ano passado, para 1.127.287 unidades.

Entre os pesados, foram 4.684 caminhões vendidos no sétimo mês do ano, baixa de 27,9% ante igual mês do ano passado, mas avanço de 11,5% sobre o resultado de junho. No acumulado do ano, o segmento acumula retração de 30,9%, para 30.273 unidades.

No caso dos ônibus, as marcas venderam 1.701 unidades em julho, alta de 19,4% sobre o resultado de igual mês do ano passado e expansão de 73,2% em relação a junho. A queda no acumulado do ano, no entanto, é de 33,4%, para 7.384 unidades.

Estoques

Com a baixa demanda, os estoques continuam elevados. Os pátios das montadoras e das concessionárias terminaram o mês com 222,2 mil veículos à espera de um comprador. O estoque é suficiente para 37 dias de venda, considerando o ritmo das vendas registrado em julho.

Em junho, o número de veículos encalhados, 225,6 mil, também era suficiente para 37 dias de vendas, também considerando o ritmo de julho. Segundo a Anfavea, o ideal é que os estoques sustentem cerca de 30 dias de vendas.

Exportações

As exportações em valores de veículos e máquinas agrícolas somaram US$ 939,284 milhões em julho, crescimento de 24,6% na comparação com julho do ano passado e alta de 6% ante junho. No acumulado do ano, no entanto, houve baixa de 8,1% sobre igual período de 2015, para US$ 5,785 bilhões.

No sétimo mês do ano, foram exportadas 45.522 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representa expansão de 61% na comparação com julho do ano passado e crescimento de 5% ante junho. No acumulado do ano, o avanço é de 20% sobre igual período de 2015, para 272.205 unidades.

Demissões

Mesmo com a alta na produção em julho ante junho, as demissões continuam nas montadoras. Só em julho, 1.147 vagas de emprego foram eliminadas. Considerando os últimos 12 meses, são 8.919 vagas a menos. Com isso, a indústria conta hoje com 127.986 funcionários, recuo de 7,4% em relação ao nível de julho do ano passado.