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Produção de veículos cai 21,2% no 1º semestre; menor nível desde 2004

As montadoras instaladas no Brasil terminaram o primeiro semestre com o menor nível de produção para o período desde 2004. De janeiro a junho deste ano, 1.016.680 veículos saíram das fábricas, queda de 21,2% em relação a igual intervalo de 2015, informou nesta quarta-feira, 6, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Só em junho, 182.626 unidades foram produzidas, baixa de 3% em relação a junho do ano passado, mas alta de 4,2% na comparação com maio.

Por segmento, os automóveis e comerciais leves, juntos, somaram 175.232 unidades em junho, retração de 3,2% em relação a igual mês do ano passado, mas crescimento de 4% ante o volume observado em maio. No primeiro semestre, a queda acumulada é de 20,9%, para 976.142 unidades.

Entre os pesados, foram 5.570 caminhões produzidos em junho, alta de 5,4% ante junho do ano passado e expansão de 4,5% sobre o volume de maio. O segmento acumula queda de 24,8% no primeiro semestre, para 31.299 unidades.

No caso dos ônibus, as montadoras produziram 1.824 unidades em junho, crescimento de 1,4% sobre o resultado de igual mês do ano passado e avanço de 22,3% em relação a maio. Nos primeiros seis meses do ano, acumulam baixa de 33,4%, para 9.239 unidades.

Com o corte na produção, as demissões continuam nas montadoras. Só em junho, 244 vagas de emprego foram eliminadas. Considerando os últimos 12 meses, são 9.163 mil vagas a menos. Com isso, a indústria conta hoje com 127.742 funcionários, recuo de 6,7% em relação ao nível de junho do ano passado.

Junho

A venda de veículos novos no Brasil alcançou 171.797 unidades em junho, recuo de 19,2% em comparação com igual mês do ano passado, mas alta de 2,6% sobre o resultado de maio, diz Anfavea. No primeiro semestre, a queda é de 25,4% em relação a igual período do ano anterior, para 983.536 unidades.

Por segmento, os automóveis e comerciais leves, juntos, somaram 166.615 vendas em junho, retração de 18,7% em relação a junho de 2015, porém expansão de 2,6% ante o volume do mês anterior. Com isso, as vendas acumulam, nos seis primeiros meses do ano, recuo de 25,1% sobre igual intervalo do ano passado, para 952.264 unidades.

Entre os pesados, foram 4.200 caminhões vendidos em junho, baixa de 32% ante junho do ano passado, mas alta de 3% sobre o resultado de maio. Na primeira metade do ano, o segmento acumula retração de 31,4%, para 25.589 unidades.

No caso dos ônibus, as marcas venderam 982 unidades em junho, queda de 32% sobre o resultado de igual mês do ano passado e recuo de 7,8% em relação a maio. A queda no acumulado do ano é de 41,2%, para 5.683 unidades.

Com a baixa demanda, os estoques continuam elevados. Os pátios das montadoras e das concessionárias terminaram o mês de junho com 225,6 mil veículos à espera de um comprador. O estoque é suficiente para 39 dias de venda, considerando o ritmo das vendas registrado em junho. Em maio, o número de veículos encalhados, 235 mil, era suficiente para 41 dias de vendas, também considerando o ritmo de junho. Segundo a Anfavea, o ideal é que os estoques sustentem cerca de 30 dias de vendas.

Exportação

As exportações em valores de veículos e máquinas agrícolas somaram US$ 885,894 milhões em junho, queda de 11,9% na comparação com junho do ano passado e baixa de 5,5% ante maio. No primeiro semestre, houve baixa de 12,5% sobre igual período de 2015, para US$ 4,845 bilhões, aponta Anfavea.

No sexto mês do ano, foram exportadas 43.392 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representa queda de 9,6% na comparação com junho do ano passado e recuo de 7,5% ante maio. Na primeira metade do ano, no entanto, houve avanço de 14,2% sobre igual período de 2015, para 226.645 unidades.