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Produção e vendas de cloro e soda têm retração em 2015, diz Abiclor


A produção de cloro caiu 2,2% em 2015 na comparação com o ano anterior, atingindo 1,232 milhão toneladas, segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor). O consumo setorial de cloro (vendas totais somadas aos usos cativos) também apresentou variação negativa de 2,4% e as vendas totais do produto tiveram retração de 8,7%.

No caso da soda cáustica, a produção recuou 2,3% no período, para 1,354 milhão de toneladas. As vendas totais apresentaram queda de 1,7% ante o ano anterior. As importações de soda diminuíram 1,5% , assim como o consumo aparente, que decresceu 1,4%.

A taxa média de utilização da capacidade instalada também desacelerou para 80,7%, 3,6% abaixo da taxa média de 2014. No mês de dezembro, a taxa de utilização foi de 79,5%. De acordo com a Abiclor, o ano de 2015 foi o que apresentou a menor média anual de utilização da capacidade instalada desde 2011.

Custos

A Abiclor destaca que a produção e os investimentos vêm sendo afetados nos últimos anos pelas pressões contínuas de custos, principalmente de energia elétrica. O insumo é o principal componente de custo de produção do setor, representando 46% do custo operacional.

"O ano de 2015 foi um ano muito mais desafiador do que imaginávamos inicialmente, com o aumento das incertezas econômicas, o enfraquecimento da demanda interna, a alta da inflação e da taxa de juros", diz, em nota, o presidente da Abiclor, Anibal do Vale. A sua expectativa é de que em 2016 o setor continue operando com capacidade ociosa em função "da falta de perspectivas de melhoria da economia brasileira".

O cloro e a soda abastecem mais de 16 setores da atividade econômica, atendendo à demanda de diferentes segmentos das indústrias de defensivos agrícolas, limpeza, papel e celulose, componentes eletrônicos, metalurgia, têxtil, tratamento de água, entre outras.