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Projeção para inflação 2016 sobe de 7,19% para 7,25%, segundo a Focus

(Foto: Marcos Santos/USP Imagens) - Projeção para inflação 2016 sobe de 7,19% para 7,25%, segundo a Focus
(Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Mesmo com a projeção do Banco Central (BC) para o IPCA do ano que vem, pelo cenário de referência, pela primeira vez em 4,50%, o Relatório de Mercado Focus não trouxe refresco das estimativas do mercado financeiro para a inflação. Para o indicador de 2017, a mediana permaneceu em 5,50% pela quinta semana consecutiva. Essa rigidez das previsões para o ano que vem traz inquietações dentro do Comitê de Política Monetária (Copom), pelo que apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, no dia da divulgação da ata do Copom, na quinta-feira, 16, da semana passada. A avaliação é a de que, sem um sinal do setor privado de que há espaço para diminuição dessa taxa, fica mais difícil para o colegiado baixar a taxa básica de juros Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

Já para 2016, a mediana do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central, passou de 7,19% para 7,25%. Na ata, os diretores da instituição enfatizaram que há um "choque temporário" dos preços dos alimentos, mas que já há algum sinal de redução da pressão do setor de serviços, o mais resiliente até então. Quatro semanas atrás, a pesquisa trazia uma taxa de 7,04% para o IPCA deste ano.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do índice no médio prazo, denominadas Top 5, as medianas ficaram congeladas: para este ano, em 7,15% , e, no caso de 2017, em 5,30%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,16% e 5,50%.

Já a inflação suavizada de 12 meses à frente, que apresentou recuo por 10 semanas seguidas, agora subiu, passando de 5,91% para 5,93% de uma semana para outra - há um mês, estava em 6,01%. As estimativas do mercado para os índices mensais também avançaram: as de junho subiram de 0,33% para 0,35% (quatro semanas antes estavam em 0,31%). Para julho, avançou de 0,28% para 0,33% - um mês antes estava em 0,25%.