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Projeção para IPCA de 2016 cai de 7,04% para 7,01% no relatório Focus do BC

À espera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta semana, os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para a inflação em 2016 e 2017. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 17, mostra que a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - o indicador oficial de inflação - este ano passou de 7,04% para 7,01%. Há um mês, estava em 7,34%. Já o índice para o ano que vem foi de 5,06% para 5,04%. Há quatro semanas, apontava 5,12%.

No início deste mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma inflação de apenas 0,08% em setembro, abaixo do esperado pelo mercado financeiro (entre 0,10% e 0,23%) e da taxa de agosto (0,44%). Em especial, houve deflação dos alimentos, de 0,29%, algo que não ocorria desde agosto do ano passado.

Já no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de setembro, o BC havia atualizado suas projeções para a inflação para os próximos anos, pelo cenário de referência: 7,3% em 2016, 4,4% em 2017 e 3,8% em 2018.

No relatório Focus desta segunda, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano permaneceu em 7,02%. Para 2017, seguiu em 5,13%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,50% e 5,50%.

Já a inflação suavizada 12 meses a frente voltou a ceder, passando de 5,07% para 5,05% de uma semana para outra - há um mês, estava em 5,20%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para outubro passou de 0,39% para 0,35%. Um mês antes, estava em 0,42%. No caso de novembro, a previsão do Focus seguiu em 0,45%. Há quatro semanas, era de 0,46%. No RTI, o BC também apresentou suas estimativas mensais para o IPCA: 0,19% para setembro (acima do efetivamente verificado), 0,40% para outubro e 0,45% para novembro.

Preços administrados

O Relatório de Mercado Focus mostrou mudanças na projeção para os preços administrados neste ano. A mediana das previsões do mercado financeiro para este indicador em 2016 caiu de 6,11% para 6,03%. Para o próximo ano, a mediana permaneceu indicando alta de 5,30%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 6,30% para os preços administrados em 2016 e elevação de 5,40% em 2017.

No RTI divulgado na última semana de setembro, o BC projetou que os preços administrados terminarão 2016 com alta de 6,2%, tanto no cenário de referência - que utiliza uma Selic a 14,25% e o câmbio a R$ 3,30 - quanto no de mercado.

IGPs e IPC-Fipe

A pesquisa do BC mostrou que a mediana do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de 2016 passou de 7,59% para 7,52% da última semana para esta. Há um mês, estava em 8,03%. Para o ano que vem, a mediana das previsões permaneceu em 5,50%, mesmo porcentual de quatro levantamentos atrás. Os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Outro índice, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, passou de 7,91% para 7,75% nas projeções dos analistas para 2016. Quatro levantamentos antes estava em 8,23%. Para 2017, a previsão foi de 5,50% para 5,46 - um mês atrás estava em 5,57%.

A mediana das previsões para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) de 2016 caiu esta semana, de 6,76% para 6,70%. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 7,24%. Para 2017, as expectativas para a inflação de São Paulo permaneceram em 5,32%, ante 5,52% de um mês antes.