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Projeções para IPCA e Selic no longo prazo diminuem no Top 5 da pesquisa Focus


As instituições consideradas como Top 5 pelo Banco Central, por terem suas previsões mais próximas dos resultados efetivos, diminuíram suas estimativas para o IPCA no longo prazo. De acordo com esse grupo, a inflação deve fechar 2019 e 2020 em 5,75%, e não mais em 6,00% e 6,25%, respectivamente, como aguardado até a semana passada. Para 2018, segue a previsão de alta de 6,00%, como no levantamento anterior.

Para a Selic no longo prazo, o movimento foi ainda maior entre os Top 5. Para as instituições, a taxa básica encerrará 2018 em 10,50%, e não mais em 12,00%, como previsto no boletim anterior. Da mesma forma, a estimativa de que o juro terminará 2019 em 11,25% ao ano foi substituída pela taxa de 10,50%. No caso de 2020, a previsão foi alterada de 10,75% para 10,50%.

Já na pesquisa geral, a perspectiva agora é a de que o IPCA encerre 2018 em 5,25%, e não mais em 5,20%, como aguardado até o levantamento anterior. Para 2019 e 2020, não houve alteração da mediana, que segue em 5,00% nos dois casos. No caso da Selic, o movimento do grupo formado por cerca de 120 instituições foi contrário ao do Top 5, havendo uma convergência maior entre as pesquisas.

A mediana das previsões para o juro subiu de 11,00% para 11,13% para 2018, o que demonstra uma divisão das apostas de taxa a 11,00% e a 11,25%. Para 2019, a mediana ficou congelada em 11,00% de uma edição para a outra e, para 2020, a mediana subiu de 10,50% para 10,75% ao ano.

Superávit comercial

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta quarta-feira, 10, pelo Banco Central, mostrou que os analistas não estão mais tão otimistas com o ajuste externo pelo qual passa a economia brasileira. O retrato disso é a interrupção da melhora das previsões para os indicadores do setor. A mediana das estimativas para o superávit comercial previsto para este ano caiu de US$ 37,90 bilhões para US$ 36,35 bilhões. Um mês antes estava em US$ 35,00 bilhões. Para 2017, a expectativa caiu de um saldo positivo de US$ 40 bilhões para superávit de US$ 39,30 bilhões. Quatro edições atrás do documento, o ponto central das estimativas estava em US$ 35,00 bilhões.

No caso das previsões para a conta corrente, a mediana das expectativas de um déficit de US$ 33,55 bilhões para 2016 foi substituída pela de US$ 33,00 bilhões. Quatro semanas antes estava em US$ 38,00 bilhões. Já para 2017, a perspectiva é de um rombo de US$ 28,00 bilhões, volume maior do que o apontado na edição anterior, de US$ 27,25 bilhões. Quatro meses atrás, a perspectiva era de déficit de US$ 32,00 bilhões.

Para esses analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir esse resultado deficitário nos dois anos. A mediana das previsões para esse indicador segue em US$ 55,00 bilhões pela oitava semana consecutiva, no caso de 2016. Para 2017, a perspectiva é de um volume de entradas de US$ 60 bilhões em IDP, montante apontado pelo mercado há 17 semanas seguidas.