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Protesto contra juros na frente do BC em SP reúne cerca de mil pessoas, diz Força

Cerca de mil manifestantes, segundo contagem do secretário-geral da Força Sindical, José Carlos Gonçalves, o Juruna, reuniram-se em frente à regional do Banco Central (BC), na Avenida Paulista, e protestaram por pouco mais de uma hora contra a elevada taxa básica de juro (Selic).

Não por coincidência, a manifestação foi convocada para esta terça-feira, 18, que marca o primeiro de dois dias do 202º Comitê de Política Monetária (Copom) que deverá, segundo expectativas de analistas do mercado, iniciar um ciclo de cortes da Selic após 15 meses sendo mantida em 14,25% ao ano.

"A manifestação foi pela redução da taxa de juro, que determina emprego, consumo e investimento nas áreas produtivas", disse Juruna. De acordo com o sindicalista, independente de o colegiado poder iniciar na quarta uma trajetória de cortes na taxa de juro de referência da economia, a sociedade precisa de uma demonstração real de que o governo está e vai tomar medidas que venham a valorizar o setor produtivo.

Juruna, que falou ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) em nome da Força Sindical (à qual pertence), CUT, UGT, CSB, NCST e CTB, disse ter consciência da existência da defasagem temporal de seis a nove meses entre uma decisão de política monetária e seu efeito na economia. Mas reiterou a necessidade de mobilizar a sociedade para que apoie o movimento pela redução da taxa de juro no longo prazo.

O sindicalista informou ainda que na quarta-feira, 19, as centrais sindicais se reunirão na sede da CUT para definir um dia nacional de mobilização e paralisações para chamar a atenção e trazer a sociedade para seu lado para pressionar o Congresso Nacional, arena em que se darão os debates em torno das reformas propostas pelo governo Temer. "Os debates se darão no Congresso e precisamos trazer a população para o nosso lado", disse Juruna. O encontro na sede da CUT está previsto para começar às 14h30.