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Questionado sobre Oi, BB diz ter políticas bastante conservadoras de provisões

O Banco do Brasil tem políticas bastante conservadoras de crédito de provisões, disse Raul Moreira, vice-presidente de Negócios de Varejo da instituição, ao ser questionado sobre o impacto do pedido de recuperação judicial da operadora de telefonia Oi. "Não há nada no mercado que nos preocupe. Estamos tranquilos. Temos políticas de provisões bastante conservadoras, acima das exigências regulatórias", disse ele, a jornalistas, durante o Ciab, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Ele alegou, contudo, que não pode comentar sobre casos específicos. Não detalhou também o nível de provisionamento que o banco tem para a Oi.

Segundo fonte ouvida pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado), o BB teria provisionado apenas 3% (letra C - atrasos de 31 a 60 dias) da sua exposição total à Oi antes do pedido de recuperação judicial. Agora, depois do caso, o banco elevaria seu colchão para 30% (letra E -atrasos de 91 a 120 dias). Após a aprovação do pedido de RJ, diz a mesma fonte, o banco poderia elevar tal porcentual para 70% (letra G - atrasos de 151 a 180 dias).

Geralmente, os bancos provisionam 30% dos créditos de empresas que entram com pedido de recuperação judicial, segundo analistas do mercado. Isso ocorre mesmo sem o regulador exigir um colchão específico em casos de pedido de recuperação. Depois, conforme avança o processo de recuperação judicial, vão piorando o risco do cliente e elevando as provisões, considerando as garantias e a probabilidade de recebimento dos créditos.

O BB está entre os maiores credores da Oi com exposição de R$ 4,4 bilhões, segundo lista de credores protocolada junto ao pedido de recuperação judicial da empresa e divulgada na terça-feira de manhã pelo Broadcast. Esse valor, segundo fontes, corresponde a crédito rotativo e debêntures.

Moreira disse ainda que não vê outras grandes empresas seguindo o mesmo caminho da Oi. Após o pedido de recuperação judicial da operadora, aumentou o temor entre analistas do mercado de que outros grupos seguissem o mesmo caminho.