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Rede espera recuperar fatia perdida ainda neste ano, mas descarta guerra de preço

A Rede (ex-Redecard) espera recuperar até o final deste ano a participação que perdeu no mercado durante o primeiro trimestre, mas não considera entrar em guerra de preços para isso, de acordo com Fernando Chacon, presidente da Rede e diretor executivo de marketing do Itaú Unibanco. "Vamos recuperar o pedaço de mercado que perdemos, não neste trimestre ou no próximo, mas até o final deste ano, focando rentabilidade", disse ele, em coletiva de imprensa, durante o Ciab, promovido nesta terça-feira, 21, pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo Chacon, a Rede perdeu mercado no primeiro trimestre tanto em comparação com o mesmo período do ano passado como em relação aos três últimos meses de 2015. Para reverter a redução de sua fatia, conforme ele, a adquirente está ampliando sua oferta de serviços, utilizando melhor as informações que possui sobre seus clientes.

Neste contexto, a Rede fez uma nova segmentação, separando os correntistas do Itaú dos não-correntistas que passaram a ter um atendimento específico. "Queremos ser líderes em performance sustentável. Houve maior agressividade em preço, principalmente em atacado. Não vamos entrar em guerra de preços", destacou Chacon.

A Rede ampliou o volume em suas "maquininhas" (POS, na sigla em inglês) em 1,95% no primeiro trimestre de 2016 ante mesmo período do ano passado, para R$ 92,898 bilhões, ritmo menor de que seus concorrentes.

A Cielo, que admitiu ter pedido algumas contas no período, embora em determinados clientes tivesse mantido suas máquinas como uma segunda opção, capturou R$ 139,5 bilhões em transações de cartões de crédito e débito em suas máquinas de cartões, com crescimento de 10,2% em um ano. A GetNet, do Santander, teve volume financeiro de R$ 22,793 bilhões, montante 24% maior ante igual período de 2015.