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Santander: não há conversas com governo sobre FGTS, mas banco apoia debate

O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, afirmou que ainda não há conversas com o governo para que os bancos privados também tenham acesso aos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), hoje administrado pela Caixa Econômica Federal, mas que a instituição apoia o debate. "Monopólios não são bons para o País, muito menos para o consumidor. Não estamos advogando nada contra a Caixa. Estamos advogando a um possível benefício ao trabalhador caso exista contexto de maior concorrência", explicou ele, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira, 27.

Segundo Rial, o spread das operações com recursos do FGTS, em torno dos 3%, é interessante e o Santander já fez uma análise mais profunda sobre os benefícios que teria ao poder utilizar tais recursos. Lembrou ainda que no passado não existia monopólio dessa fonte e voltou a reforçar a necessidade de desregulamentação da estrutura do sistema financeiro, no intuito de incentivar a concorrência no setor.

"Não há uma agenda, conversas. Mas o Santander vai liderar discussões inteligentes em prol do consumidor. Temos o desejo de ser alternativa crível em prol do consumidor", afirmou ele.

Sobre o desempenho do País, Rial disse que segue otimista, como já estava no primeiro semestre. Do ponto de vista estrutural, conforme o executivo, o Brasil atravessa um momento de redução de incertezas. "O País saiu de um estágio de intenso debate político, que tem viés positivo, e voltou a trabalhar", resumiu ele.