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Sem definição sobre presidência do BC, juros futuros têm alta moderada

Os juros futuros deram sequência nesta segunda-feira, 16, ao movimento de alta moderada que pautou os negócios na sessão anterior, ainda à espera da confirmação dos demais integrantes da equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O mercado segue otimista sobre os nomes escolhidos por Meirelles, principalmente com a possibilidade de Ilan Goldfajn, economista do Itaú Unibanco, assumir o comando do Banco Central, mas aguarda a oficialização por parte do ministro. Até por isso, a liquidez nesta segunda-feira foi extremamente baixa.

Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 marcou 13,600%, de 13,575% no ajuste da sexta-feira. O DI janeiro de 2018 avançou de 12,63% para 12,67% e o DI janeiro de 2021, de 12,19% para 12,27%.

"O mercado hoje teve uma sessão esvaziada, sem notícias relevantes e com o adiamento do anúncio sobre quem será o presidente do Banco Central. A expectativa sobre Ilan Goldfajn continua. Mas, com poucos players atuando, quem tem lote acaba prevalecendo", disse o operador de renda fixa da Renascença Thiago Castellan.

Meirelles anunciará a sua equipe e os dirigentes dos bancos públicos e do Banco Central somente amanhã às 11 horas e preferiu adiar o anúncio porque não teria conseguido fechar todos os cargos, segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. À tarde, o ministro esteve reunido com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em uma "visita de cortesia", mas isso não chegou a balançar o mercado, que considera o encontro como parte do processo de transição no BC.

Os investidores também trabalham com a possibilidade de que Tombini ainda esteja à frente do Banco Central na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) dos dias 7 e 8 de junho, já que o provável novo presidente do BC terá de ser sabatinado pelo Senado.

Enquanto o mercado aguarda os nomes da equipe, a expectativa de aprovação das medidas cruciais para o ajuste fiscal pelo Congresso tem sido colocada à prova, diante das primeiras críticas de "aliados" à proposta de reforma da Previdência e ao relançamento da CPMF. A pressão parte, principalmente, do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), da Força Sindical.