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Serra e Moreira Franco vão divulgar concessões no exterior

A divulgação das concessões de infraestrutura será tema de encontro entre o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, e o ministro das Relações Exteriores, José Serra. O objetivo é definir um cronograma e os destinos para a divulgação dos projetos brasileiros, com apoio direto das embaixadas de cada país.

A agenda será fechada ainda com a Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão que integra o conselho de governo da Presidência da República.

As cidades de Nova York, Londres e Pequim estão entre os destinos mais prováveis, embora ainda não estejam confirmadas.

São locais já visitados por equipes da presidente afastada Dilma Rousseff, quando da divulgação de seu programa de concessões. A abordagem com os investidores, no entanto, promete ser mais técnica e criteriosa, segundo a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

A estrutura comandada por Moreira Franco, que terá apenas 12 integrantes, foi dividida em três áreas: articulação de políticas públicas; transparência e articulação institucional, e coordenação de projetos. Basicamente, uma cuidará do planejamento, outra do relacionamento e a terceira delas da execução.

Equipe

Três nomes vão integrar o "núcleo duro" da secretaria, em contato direto com Moreira Franco: Eduardo Parente, executivo que preside a Prumo Logística Global, empresa do setor portuário; Joaquim Lima, funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal; e Helcio Tokeshi, que era diretor-geral da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), empresa criada pelo governo Dilma para liderar a elaboração dos estudos para concessões na área de infraestrutura.

O governo do presidente em exercício Michel Temer tem em mãos um levantamento preliminar de uma centena de novas concessões e 40 renovações de contratos da área de transportes que estão maturados para serem concedidos nos próximos dois anos.

O panorama feito pelas agências reguladoras aponta investimentos da ordem de R$ 110,4 bilhões em aeroportos, rodovias, portos e ferrovias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.