24°
Máx
17°
Min

Sinduscon-SP: após impeachment, expectativa é pela adoção de medidas econômicas

A superação da crise política é bem-vinda, mas o País ainda depende de agilidade nas medidas de recuperação econômica, afirmou o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

"Desfeito o principal elemento de instabilidade política com o impeachment, todas as expectativas agora estão colocadas nas medidas a serem adotadas e na capacidade do governo de trabalhar por sua rápida e eficaz implementação", afirmou a entidade, por meio de nota divulgada na tarde desta quarta-feira, 31.

"A correção do grave desequilíbrio das contas públicas, extremamente relevante, é um dos principais itens de uma vasta agenda que tem como desafios a volta do crescimento sustentado, a redução da inflação e dos juros e uma taxa de câmbio bem calibrada. Reformas como a previdenciária, a trabalhista e a tributária precisam avançar com celeridade", afirmou o sindicato.

"As medidas econômicas até agora anunciadas sinalizam intenções positivas. Espera-se sua sustentação, com o apoio coeso da aliança das forças políticas e sociais que levaram ao impeachment", acrescentou.

O Sinduscon-SP também avaliou que a indústria da construção civil deve ter papel de protagonismo na retomada econômica, uma vez que indicadores já apontam melhoria das expectativas dos empresários. Quanto mais cedo crescer o volume de investimentos, mais rapidamente eles se traduzirão em obras, arrecadação e emprego, argumentou o sindicato.

A instituição também defendeu a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida, mobilizando os recursos necessários para a contratação de 1,2 milhão de unidades habitacionais até 2018, bem como para a conclusão das obras já em andamento.

Além disso, cobrou prioridade nas medidas para impulsionar as concessões e as Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor de infraestrutura mediante projetos com atratividade financeira e segurança jurídica aos investidores.

"As ações para o aumento da oferta de habitação e a ampliação da infraestrutura devem ser tomadas pelos governos da União, dos Estados e dos Municípios, que precisam articular seus esforços para potencializar os efeitos destas ações", pediu a instituição.

No setor imobiliário, o sindicato defendeu a facilitação da concessão de crédito por meio dos bancos públicos e a desburocratização e agilização dos procedimentos de aprovação de projetos de empreendimentos, que dependem sobretudo dos municípios.

"Espera-se ainda que o governo se empenhe em reduzir despesas desnecessárias e trabalhe incessantemente pela elevação da qualidade dos gastos públicos, contribuindo assim para elevar o grau de confiança dos agentes econômicos".