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Sinduscon/FGV: emprego na construção tem 21ª queda mensal consecutiva em junho

A construção civil registrou quantidade de demissões superior às contratações pelo 21º mês consecutivo em razão do ambiente de crise econômica. Em junho, foram cortados 33 mil postos de trabalho. Com isso, o número total de pessoas empregadas na construção em todo o País atingiu 2,76 milhões, redução de 1,18% em relação a maio.

Os dados fazem parte de pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

A queda de 1,18% no nível de empregos na construção em junho foi levemente superior a maio, quando houve uma retração de 1,17%.

No primeiro semestre, a quantidade de pessoas empregadas no setor diminuiu 4,79%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses, houve retração de 14,40%. Em números absolutos, o setor fechou 465.096 empregos no acumulado em 12 meses.

O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, observou que o nível de emprego na construção brasileira retrocedeu ao patamar registrado em 2009 e deverá cair ainda mais se não forem adotadas medidas emergenciais para estimular a atividade do setor.

"O número de vagas fechadas na indústria da construção desde 2014 deverá ultrapassar 1,1 milhão até o final de 2016. Isto representa 30% do total de trabalhadores que o setor chegou a empregar antes da crise. Mas o setor voltará a empregar rapidamente se medidas urgentes destinadas à expansão da infraestrutura e à contratação de habitação popular forem tomadas, junto com o lançamento de novas concessões e parcerias público-privadas. Este esforço precisa envolver tanto a União como os Estados e os municípios", reivindicou, em nota distribuída à imprensa.