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Sistema de gestão pública está falido, diz Parente

A renovação do sistema de gestão da Petrobrás é uma das principais ações para viabilizar as metas de redução de endividamento, disse na segunda-feira, 26, o presidente da estatal, Pedro Parente. Segundo ele, nos últimos meses, foram implementadas divisões de funções dentro da empresa que têm por objetivo melhorar o sistema de controles internos e a tomada de decisão, para dificultar eventuais esquemas de corrupção.

O executivo disse ainda considerar que o atual sistema de governança e gestão pública está "falido", uma vez que os mecanismos de controle existentes falharam em acabar com a corrupção e não garantiram o melhor preço e maior qualidade dos serviços oferecidos.

Ao se classificar como um "fervoroso defensor da descentralização", Parente afirmou que uma das medidas para promover a segregação de funções na Petrobrás foi a criação dos comitês estatutários, responsáveis por avaliar as decisões que são levadas à diretoria da empresa e garantir que decisões importantes não sejam tomadas de forma isolada. O executivo participou do evento Governança Pública e Governança Empresarial, promovido pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).

Além da divisão de trabalho, Parente também disse considerar fundamental que os administradores públicos tenham autonomia, desde que sejam responsabilizados pelos resultados obtidos. Segundo ele, a Petrobrás passou a exigir que todos os funcionários, a partir de um determinado nível hierárquico, passem por uma avaliação prévia, para investigar eventuais indícios de envolvimento em atos ilícitos.

A empresa ainda criou um canal de denúncias, que assegura o anonimato de quem presta as queixas e direciona as informações diretamente ao conselho da estatal. Ele também criticou as decisões "malsucedidas" de gestões anteriores da Petrobrás, de construção das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará.

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Em um outro evento na segunda-feira, 26, na Fiesp, Pedro Parente fez críticas à regra que obriga a estatal a seguir uma regra de conteúdo local nos equipamentos que compra, como plataformas. "Somos a favor de política de conteúdo local, mas não achamos razoável que traga quantidade de problemas que trouxe", disse .

Ele citou que a política de conteúdo local ocasionou atrasos na entrega de equipamento, "com impacto importante" para a estatal de petróleo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.