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Statoil vê Peregrino fase II, Carcará e BM-C-33 como projetos 'world class'

O presidente da Statoil no Brasil, Pal Eitrheim, classifica os ativos de Carcará, BM-C-33 e Peregrino fase II como "world class", ressaltando que o projeto de Peregrino é competitivo nos atuais preços de petróleo praticados globalmente. "BM-C-33 e Carcará também são 'world class' e vemos muito valor neles, mas ainda estão numa fase inicial", destacou Eitrheim, em conversa com jornalistas após participação em evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) em parceria com a Câmara de Comércio Noruega-Brasil.

No mês passado, a Statoil fechou a compra de uma fatia de 66% em uma concessão offshore da Petrobras no Brasil, por US$ 2,5 bilhões, numa tentativa de fortalecer sua produção ao longo da próxima década. A concessão do bloco BM-S-8 abrange uma parte substancial do campo de Carcará, na Bacia de Santos, onde foi feita uma das maiores descobertas mundiais de petróleo nos últimos anos. A companhia estima que haja na região volumes recuperáveis de 700 milhões a 1,3 bilhão de barris de óleo equivalente (BOE).

Segundo Eitrheim, a transação envolvendo o campo de Carcará ainda não foi concluída - a companhia espera pela autorização da ANP. "A Petrobras está trabalhando junto na transação e esperamos concluí-la até o fim do ano ou no próximo ano", disse.

Prorrogação do Repetro

Eitrheim ressaltou que, entre os pontos nos quais o governo deve trabalhar para aumentar a competitividade do setor de óleo e gás do Brasil e atrair investimentos no curto prazo, está a renovação do Repetro, regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens aplicável às empresas do setor de óleo e gás. Segundo ele, essa é a questão mais importante a ser resolvida.

"O Repetro é suficiente para garantir investimentos no longo prazo", destacou Eitrheim. "Neste momento, não sabemos qual será o tipo de regime que teremos após 2020", afirmou.